Separadores

ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

31/12/2012

. 36

«É mais ou menos como nos rapazes e nas raparigas. Imaginem um grupo de amigas. Os rapazes, como são fracos, não têm coragem de ir falar com a mais gira do grupo. Então vão começando pela amiga da melhor amiga. E a mais gira fica sempre encalhada. E acaba por achar que é a mais feia.»



li aqui *

Um gole e um beijo

Olho o copo alto, as bolhas do gás a surgir do nada e a subir com rapidez para o topo do líquido. As bolhas não param, estão frenéticas e aí vejo que a tua mão agarra o copo e leva-o levemente à boca. Bebes um gole de imperial, e o teu ar fica a navegar entre o vazio e o sabor da cerveja na tua boca, o fresco a descer-te pelo corpo, por dentro. Enquanto isso, eu perco-me primeiro nos teus lábios, tantas vezes já saboreados por mim, perco-me em todos os lugares onde o nosso beijo fora celebrado, todos os risos que interrompiam cada beijo, porque a vontade de rir era sempre maior que outra vontade qualquer contigo, porque sentia-me tão bem, tão livre, tão inteira, tão feliz, que a felicidade transbordava em todos os sorrisos que esboçava a teu lado. Depois, o meu olhar subiu ao teu, e ficou ali suspenso, naquela esplanada à beira-mar, onde tu olhavas os barcos ao longe, o outro lado da margem, um Cristo-Rei erguido, de braços abertos, pronto a abraçar uma cidade inteira que o olha do outro lado do rio e uma ponte vermelha sobre um rio calmo e cheio de brilhos do sol que se fazia sentir nessa tarde quente de Inverno. 
O meu olhar penetrava nos teus olhos, como tantas outras vezes, talvez vezes infinitas, porque o nós parece sempre não ter fim, o teu olhar sempre meigo, misterioso, meio-terra-meio-água, meio a dizer tudo e sem dizer nada, e eu pensava o que me levava ali desta vez, porque é que tinhas voltado agora, porquê agora, porquê eu, porquê e porque não... E tu, que me olhavas sempre defronte, sempre olhos-nos-olhos, num olhar calmo mas capaz de que roubar toda a alma e ler todos os meus pensamentos, sem respostas, apenas mais risos. Notas o meu olhar penetrado no teu, há minutos, horas, talvez anos. Quebras os meus pensamentos. Dás-me um beijo. Pegas na minha mão, com uma leveza e ternura que só tu consegues e com a outra mão, dás mais um gole na cerveja.



Escrever sobre amor sem saber o que é amar

Eu escrevo sobre o Amor... Talvez até demais. 
Todo este blog é uma dedicatória a todos os amores perdidos e encontrados. A todos os corações machucados, partidos e colados em mil pedacinhos. Uma dedicatória a todo o amor mais fiel que é sempre a amizade, a todo o amor cego que é a paixão e a todo o amor incondicional, que é o que vem da família. Este blog é um elogio a essa força que aprendemos que existe em nós, ao sobressalto no peito, à arritmia no coração, ao sufoco na alma e à secura na garganta. Um puro elogio às lágrimas, à saudade, à distância, ao amor que morre, ao amor que nasce, à ilusão e ao desapego. Este blog é um elogio ao amor verdadeiro, inteiro, ilimitado.

Eu escrevo sobre Amor e talvez nem saiba o que é isso na verdade. Mas então, talvez escreva para encontrar o seu significado.

22/12/2012

Fechada em casa de férias

Este Natal arranjei uma amiga nova, chama-se amigdalite e é uma chata porque não me deixa sair de casa e só me dá sono.
O quão eu detesto ficar fechada em casa, ainda pra mais, DE FÉRIAS!


Obrigada por esta prenda amigdalite fofa ;)

17/12/2012

Pessoas dizem para eu ter cuidado contigo.
Mas toda a gente sabe que eu gosto do perigo.


16/12/2012

Escrever ou não escrever? Heis a questão.

Acabei de ver o filme The Words
e tudo o que me apeteceu fazer, depois de o ter visto, foi escrever aquilo que sempre quis: o meu livro. E o tema que me veio à cabeça foi a nossa história. Aquela história sempre mal contada, aqueles capítulos que parece não chegarem ao fim, mas talvez ainda não haja fim, eu não sei. Nós que sempre fomos nós, que nunca desapegamos o que nos unia, apesar do tempo que não estivemos juntos e esquecidos, nós que não sabemos para onde vamos, nem por onde ir, mas que sabemos muito bem o que cada um é, olhos nos olhos.
Disseram-me hoje que sempre foste a pessoa mais parecida comigo e tu sabes que eu só nos vejo diferenças então, perguntei um subtil e confuso "parecidos onde?" na tentativa de despertar a nossa semelhança que não sou capaz de ver. Respondeu-me a voz, suave e sempre delicada, daquelas vozes que nos conhecem há anos e anos, e mesmo que os anos passem, essas vozes sabem que há corações que não mudam, como o meu, "parecidos em tudo, na liberdade". E tanto eu, como tu, buscamos a liberdade da alma, do corpo, do coração, das coisas, dos sítios, queremos desapegar, mas acabamos sempre apegados a algo que não nos deixa ir tão longe quanto planeámos. "A vossa química nota-se há distância" dizem, e nós os dois, sem vermos coisa nenhuma, porque os nossos olhos nunca viram um no outro o óbvio mas sim o que está por detrás dos olhos meio terra-meio água que são os teus, e os meus camuflados. Há amigos, amantes, paixões, namorados, casados, amigos coloridos, ex-qualquer-coisa. 
Nós somos amigos químicos. Mas somos amigos acima de tudo... Que têm uma química visível em Júpiter.


subtilmente relembrando 2009/2010 [ http://sorrirdiferente.blogspot.pt/2010/02/regras.html ]

09/12/2012

. 35 (*)

(*) Acabei de ler a coisa mais linda de sempre. Afinal, nem todos os estados do Facebook são lixo.


«In French, you don’t really say “I miss you.” You say “tu me manques,” which is closer to “you are missing from me.” I love that. “You are missing from me.” You are a part of me, you are essential to my being. You are like a limb, or an organ, or blood. I cannot function without you.»

What.Inspires.Me

Só vim mandar um kiss e um smile que tomei uma decisão boa.
Como a minha mãe me diz: eu só faço o que quero. E só faço mesmo!

(eu)

(Minha irmã Ana por mim I)

(Minha irmã Ana por mim II)

****
 As minhas inspirações da semana:










08/12/2012

Há livros para a vida

Há um livro na minha estante que o vento teima em abrir. E eu tento fechar, mas ao folheá-lo dá-me vontade de o ler novamente. E eu deixo que a prosa entre em mim. Deixo que as palavras se apoderem da minha mente e que através delas, o meu corpo entre num mundo à parte, onde afinal a personagem sou eu e a história somos nós.
Mas todos os livros acabam. E a vida continua.

01/12/2012

Sou tão selectiva


Eu gosto dos que tão nas filas de trás, dos calados por fora mas faladores quando perdem a vergonha. Daqueles que não têm na cara o que são realmente. Eu gosto dos com mistério, daqueles que dão meio luta, meio beijo, daqueles que puxam por mim. Eu gosto daqueles que não são os mais belos nem dos que são atrocidades do planeta, mas que têm o seu próprio jeito. Gosto dos que me deixam sem jeito. Gosto daqueles que são safados q.b. e daqueles que sabem respeitar uma mulher de verdade. Gosto daqueles que são capazes de pagar uma ida ao cinema e ainda não se importarem de partilhar a pipocas. Daqueles que têm lata e que são capazes de cumprimentar os meus pais na rua e perguntar se está tudo bem. Gosto dos que têm atitude, daqueles que são meio loucos e que gostam de adrenalina e aventura. Não gosto dos paradinhos, dos sem sal, coisas issonsas não me enchem a barriga, não me tiram a fome. Não gosto daqueles que têm o coração feito em pedra ou em gelo: o gelo só me agrada na Caipirinha. Gosto daqueles que não são nem muito mais velhos nem muito mais novos, daqueles que têm ar ainda meio jovial sem barba a picar no queixo e no bigode mal semeado. (Apesar de eu achar sexy certos bigodes.) Eu gosto dos descontraídos, daqueles que não seguem as últimas modas, mas gosto daqueles que dão um pouco de atenção ao que vestem. Gosto daqueles que usam perfume, e sempre o mesmo, para que eu memorize o cheiro.
Gosto daqueles que vêem a sua mãe como a mulher mais importante que têm e que lhe dão mimos mesmo connosco por perto.
Gosto daqueles que me tiram do sério, que me fazem rir e chorar, que me fazem sobretudo corar e ficar embaraçada. Gosto dos que me põem a sorrir durante horas, mesmo sem contar piadas. Mas gosto sobretudo de rapazes com piada, rapazes inteligentes, que saibam quando se devem calar e quando devem dar razão. Quando devem agir e quando devem desistir. Gosto de rapazes que sonham, rapazes que se entregam e que não tenham medo da foleirada que é o amor. Gosto de rapazes que tenham a sua opinião e que sejam fieis a eles próprios.
Gosto de rapazes que não desligam de alguém a meio de uma conversa interessante, daqueles que querem tar perto mas dão espaço e liberdade pra eu fazer o que bem entender. Gosto daqueles que me dizem "hoje estás linda", mesmo que já tenham dito tudo só de olhar. Gosto daqueles que não têm medo de se assumir, de assumir o que gostam, de quem gostam. Gosto dos que dão presentes só porque sim, sem data especial. Gosto dos que têm descontrolo na sua loucura mas que conhecem os seus limites. Gosto dos que matam com o riso e me fazem ficar perdida do olhar. Gosto dos que têm mãos e braços suaves.

Não há receitas, mas se alguém for a combinação de isto tudo, então que case comigo. ( Eu sempre disse que não casaria com ninguém! - Mas se alguém assim existir mesmo, eu abro excepção).

Viciada em roupa, não em compras.

Chamem-me fútil  materialista, ou o que quiserem. Mas cada vez mais adiciono blogs de moda e sobre moda e cada vez mais gosto mais de roupa e de combiná-la! Eu acho importante uma pessoa sentir-se bem com as coisas que veste, e eu adoro misturar estilos, ter até o meu próprio estilo que não é bem definido. E eu gosto de roupa, tenho roupas muito velhas que nem consigo deitar fora, altero muitas coisas antigas, corto e coso, rasgo e desfio, aplico tachas e outras coisas e tinjo tecidos e adoro sempre tudo o que faço!
Eu acho que a roupa tem muito de personalidade e visto-me sempre de acordo três regras:

A primeira e sempre a primeira:

 A segunda, a identidade:

A terceira: NÃO QUERO SABER O QUE PENSAS!


PS: Eu sou viciada em roupa. Mas não sou, de todo, viciada em compras.*

24/11/2012

As miúdas e as mulheres

Os homens preferem miúdas porque têm sempre medo de mulheres a sério, com atitude e donas de si. Coitados.

Os rapazes preferem miúdas em vez de mulheres. Quando falo me miúdas falo daquelas sem sal, daquelas que dizem sim a tudo, daquelas que não dão pica nem dão opinião decente. Daquelas miúdas de conversa limitada, ou conversa sem provocação, e por isso, conversa de chacha. Porque as miúdas são mais ingénuas, porque fazem tudo o que eles querem porque não se sabem impor perante o rapaz que gostam.
Essas miúdas são como cães. Já as mulheres são como gatos...
Porque as mulheres, ou seja, as miúdas mais crescidas, com mais atitude, maturidade, donas de si, aquelas que não esperam que o rapaz que gostam decidam por elas, aquelas que vão sair com as amigas sem o namorado atrás, aquelas que vestem e maquilham como querem e sempre com um toque provocador e com sentido de estilo e ainda têm a lata de perguntar ao namorado "Estou mesmo gira não estou?!" mesmo sem esperar resposta nenhuma em troca, porque são elas que sabem e elas estão sempre certas de si. Essas mulheres são sempre mais independentes dos homens e um homem tem medo disso. Um homem quer submissão, como os cães têm com os seus donos porque os cães têm medo de perder os seus donos. Já os gatos só vão ter com os donos quando querem comida ou festas ou calor, porque o resto do dia fazem o que querem, quando querem, ser dar explicações.
Os homens têm medo das mulheres, daquelas que eles não conseguem controlar, daquelas que são mais indomáveis, mais feras, mais bicho, porque os homens, depois do instinto da caça, têm o instinto do poder. E os homens têm sempre medo daquilo que não podem controlar.



23/11/2012

Falar

Antes eu escrevia depois de deitar cá para fora tudo o que tinha para dizer, agora escrevo para não falar.

Muitas vezes limito-me ao silêncio e não é por cobardia, por medo ou por não saber o que dizer. Limito-me ao silêncio, sim, porque sei que as minhas palavras de nada valerão, porque sei que o meu silêncio fala muito mais alto que qualquer grito. Porque sei que com o meu silêncio calo muitas bocas e, se por algum motivo, elas falarem por causa desse meu silêncio, a minha resposta sempre será a mesma do início: o meu silêncio ao qual elas nunca poderão saber o que quer dizer. Isso frustra as pessoas, a pergunta sem resposta, a eterna questão, o equívoco. É por ter medo das respostas que as pessoas perguntam pouco. Mas eu sempre perguntei muito, sem medo de receber um silêncio como resposta.
Nada chateia mais os nosso inimigos que o nosso riso e nunca as nossas palavras.
As palavras são preciosas, tanto suavizam como magoam e nem todos as sabem usar. Por isso eu guardo as minhas palavras para quem tem gosto da prosa, para quem vive as rimas, para que sabe o valor de um livro, o valor de uma conversa num café, para quem sabe o peço de quem fala mais alto sem motivo. Eu guaro as minhas palavras não para quem quer conversar comigo, porque isso eu adoro e faço-o com qualquer pessoa. Guardo-as para quem quer falar. Porque falar é sempre dizer algo mais, é ir ao fundo da questão, da frase, do sentido, sei lá de quê! Falar é para ouvir e ser ouvido, conversar é para se conhecer e ser-se conhecido. E em ambas os casos a expressão é a mesma - as palavras - mas é quando se fala que as palavras fazem o sentido. 
Quem conversa só para passar o tempo talvez não ligue nem a metade do de quem fala para passar a ideia. Mas não penses que quem conversa não fala entretanto...

«Hei-de escrever um livro.»

20/11/2012

. 34

Hoje, "deram-me" isto :')

«"Ás vezes é preciso aprender a perder, é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração a bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, e esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade."

»

17/11/2012

Esvazia-se o coração, enche-se a mente.

O que é que nos matou?

Não há amor, não há coração, não há escrita. E lamento a quem gosta de (me) ler mas não tenho "inspiração"...

Day by day, i'll continue my way to happiness.


***

Agora uma novidade para desanuviar a cabeça: fui convidada pela minha querida e linda Mariana Fava para fazer um book por ela! Ela tem um talento enorme para a fotografia e eu estou mesmo entusiasmada! :D
Dêem uma olhadela no seu blog e se gostarem, sigam-na! :)
http://marianafava.blogspot.pt/
Muito obrigada pela oportunidade Mariana, espero não te desapontar! *




14/11/2012

Quando se dá tudo, fica-se sem nada.

"É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração." (Margarida Rebelo Pinto)

Eu não sei quem te roubou o coração ou a alma, ou apenas a certeza de amar, o jeito de amar. Sei apenas que tens medo do amor, que o sentes como um sufoco, sinónimo de "prisão" quando tudo o que te dei foi liberdade. 
"O que a vida te ensinou (...) foi a perceber desde cedo que as mulheres perdoam tudo quando amam um homem. (...) O teu fundo é bom, apenas te falta alguma vontade própria e a capacidade de fazer escolhas. (...) A paz que procuras nos braços dos outros nunca perdura e é por isso que só amas quando estás presente. (...)
Nunca te pedi nada, e se calhar foi esse o meu maior erro.
Quando se dá tudo fica-se sem nada e o pior é que uma pessoa habitua-se a ser assim, idiota e estúpida." (M. R. P. in Nazarenas e Matrioskas)

No dia em que eu fechar a porta, eu não vou voltar mais.

10/11/2012

Se eu disser, eu queria dizer...

E se eu te gritar alto mesmo estando perto, se eu discutir contigo, se eu disser que já não quero mais, se eu disser "larga-me", se eu disser que te odeio, se eu disser que tu és chato e um grande palerma, se eu disser que me irritas, se eu disser que já não tenho mais paciência, se eu já não quiser esperar mais, se eu disser que estou farta e cansada, se eu chorar muito e borrar toda a minha pintura, se eu parecer criança quando devia ser adulta ou se disser que já não sinto mais nada por ti abraça-me bem, porque eu o que eu queria dizer mesmo, quando alguma vez te dissesse algumas dessas coisas, era que o meu sussurro fosse a coisa mais preciosa que poderias ter, queria rir contigo, queria dizer que quero mais e mais e sempre mais, que te quero, queria dizer "agarra-me", queria dizer-te que te amo, queria dizer-te que és das pessoas mais interessantes e esperta que eu conheço, queria dizer-te que a minha paciência é infinita, que esperaria sempre por ti, que nunca me fartaria de nós e que o único cansaço que existe são dos dias sem ti, que a maquilhagem não esconde os meus defeitos, só disfarça, que a única coisa criança que há em mim é o meu riso e que sinto tudo por ti, tudo ao mesmo tempo, e que não era capaz de não ter a nossa confusão da nossa relação, a nossa trapalhada toda porque eu gosto do que nós somos, do que nós temos. Eu gosto do nós definido nos nossos lábios quando se tocam, gosto do nós quando me abraças com força, mesmo sem dizeres nada, porque sempre falamos muito mais pelo olhar. E eu falo-te através do meu, dando-te carinho e palavras cheias de caramelo para esse teu olhar onde me afundo, onde me perco. Eu gosto do nós. Eu gosto de nós.

01/11/2012

Escrevo para que me ouças

Lá vou eu escrever pra ti sem que me ouças. Nem sei porque o faço, isto é escrita em vão, apenas para me encher a alma e me tentar esvaziar a saudade que não cessa nem me deixa descansar. É um tormento querer ver-te e não puder e desejar-te loucamente sem te poder tocar, é uma angústia pensar em ti a todo o instante. Acima de tudo este amor é quase impossível, quase loucura:
primeiro desde que te conheço que és o meu melhor amigo, segundo porque amar-te dá comigo em louca, eu que te amo loucamente e de olhos vendados, como já disse mais de mil vezes. Este amor só dá para ser tua escrava, inquilina do teu coração tão grande, eu que sou tão pequena.
É assim que me sinto no teu abraço: pequenina e protegida por ti, pelos teus braços longos e pelo teu beijo na minha testa.

Tu não sabes, e nunca saberás porque não me sabes ler o olhar, mas foste o primeiro a quem me dei a conhecer totalmente, o primeiro a quem não escondi os meus medos, as minhas certezas, as minhas fraquezas e os meus pontos fortes. Foste o único a quem nada escondi, mesmo que a verdade doesse para ambos, sempre fui sincera. Tu nunca saberás, mas foste o único que perdoaste os meus erros, limpaste as minhas lágrimas e ainda assim disseste "Tu pensas demais. Vamos viver um dia de cada vez." eu, a impulsiva que vive aos trambolhões e atropelos. Tu nunca saberás, mas foste o único que me fez ficar quieta, calada, inofensiva, o único que me deixou impotente, sem poder. E tu sabes que escrevo por ti, para ti e sobre ti, aqui e em todo o lado, mas foste o único que nunca procurou saber em que eu pensava: não por não gostares de mim, mas para que o que eu escrevesse não te influenciasse. Foste o único e eu, a principio, chateava-me. Agora, tanto me faz. Porque vivemos um dia de cada vez. E eu exijo sempre demais, quero sempre mais, penso sempre demais.

31/10/2012

. 33

Isto hoje não me sai da cabeça, e eu nem gosto dela, nem em geral, nem em particular...


E isto ficou-se-me entravado também, nhé!!



i miss this *

++++








30/10/2012

Nós discutimos muito, brigamos ainda mais, temos ideias muito diferentes e por isso agente choca tanto. Nós até chocamos demais. As pessoas olham-nos e dizem que nem entendem como é que gostamos um do outro, porque nós damo-nos tão mal. Mas aí eu respondo sempre que é por nós nos darmos tão mal que nos damos tão bem. Nós discutimos sobre as mesmas coisas, debatemos sobre as mesmas ideias mas com pontos de vista diferentes, somos fogo e água, somos opostos mas completamo-nos. No fundo somos iguais.
Nós discutimos muito, eu tenho que ter razão e a razão normalmente és tu que tens, porque meu querido, eu não sou a força da razão: eu sou a força do amor e a minha razão és tu.
O que mais odeio é também o que mais amo: 
Tu.

23/10/2012

. 32

«É uma mistura de “estou querendo desistir” com um “vou tentar mais um pouco”. Um “não vale a pena” com um “encontrei o amor da minha vida”. Um “não te quero mais” cheio de “não me deixe por favor”. Um “eu te amo” lotado de um “não te suporto”. É uma bagunça que faz a gente ser especial ou só mais uma ilusão. Ainda não consegui entender.»

Caiu que nem ginjas mas infelizmente perdi o rasto do autor... 

22/10/2012

Gostar de alguém é um tormento

É um tormentos gostar tanto de alguém. É sempre difícil explicar o quão gostamos e, o mais difícil ainda, explicar o porquê de gostarmos.
Uma pessoa apaixona-se por um olhar, por um sorriso, por uma gargalhada. Apaixona-se por uma voz, um suspiro, um sussurro, uma conversa. Uma pessoa apaixona-se por um coração de olhos vendados e de mãos atadas, e essa é a forma mais pura e mortífera de se apaixonar:
Puro porque é com o coração vendado que se aceitam os defeitos e se elogia as qualidades; é com o coração que se vê melhor, porque "o essencial é invisível aos olhos".
Mortífero porque é de olhos fechados que nos conduzimos para um abismo, ou para um caminho que não conhecemos, piso incerto. Mortífero porque é a forma mais arrebatadora de amar; é quando o coração se disforma e se molda a mil e uma situações; é quando se perde um bocado do que somos para achar-mos o outro em nós. É o amor mais mortífero porque é também o mais saudoso, porque é com este amor puro que se ama todos os bocadinhos que se está com o outro, que falamos com o outro, que respiramos o outro e, por isso, quando o nosso amor não está, nós também não estamos por completo. O que somos acaba por só funcionar com a gasolina amorosa que depois pagamos caro com saudades, apertos no coração e noites agarrados à almofada a tentar que a saudade saia do corpo pelos olhos cerrados e húmidos.
Mas a saudade insiste e o coração aperta mais um pouco a cada lágrima e parece que o mundo vai cair em cima do nosso peito. Mas afinal só cai o vazio e o lençol, nada do teu querido amor.
E é isso mesmo que mata, essa saudade que vem para ficar e não sacia.

Sou uma miúda com sorte

Sou uma miúda com um bocado de sorte. Sempre tive tudo o que queria, sem nunca lutar muito pelas coisas. Bastava insistir um pouco, explicar as minhas razões, sempre certas claro, e esperar que me concedessem os desejos como se todo o mundo fosse a minha fada-madrinha que agitava a varinha de condão e tornava tudo possível.
Tenho sorte porque as únicas mortes que presenteei foram as minhas, da alma, quando um amor muito grande deixava de ter ar por onde respirar, e aí eu vertia a minha alma pelos olhos, escrevia ainda mais e o meu mundo parecia um desabamento mesmo por baixo dos meus pés. Mas como tenho sorte e sou p'ra lá de optimista, penso que o tmpo cura tudo e quando não cura, acalma, e então a minha alma toa amachucada voltava aos poucos para o meu pequeno corpo e me tentava dizer que ia ficar tudo bem. E aí, quando a alma voltava meio tímida, eu dava-lhe festas, ela ia ficando outra, outra vez toda direitinha, como passada a ferro, porque é o que o tempo nos ensina: a enterrar os mortos e cuidar dos feridos, aqueles que se ferem na batalha que é o amor. E é verdade, nessa batalha perde-se um bocado do que se era porque eu acho que todos nós perdemos um bocado de nós quando uma relação, que foi outrora cheia de amor, falha. Porque amar é encontrar um bocado de nós e o outro encontrar um bocado de si, é dar um outro bocado daquilo que somos ao outro e ele, por sua vez, dar-nos um bocado de si a nós, para guardarmos no coração, que é o sítio onde guardamos tudo o que não queremos esquecer e não deixar de sentir. É, sobretudo, o sítio onde guardamos tudo o que é importante para nós, tudo o que, de certa forma, nos torna pessoas.
E é por isso que quando uma relação acaba, um bocado de nós se vai. Deve ser por isso que ficamos com aquela sensação de vazio e de impotência, porque alguém roubou um bocado do nosso coração, da nossa essência.
O coração, como é de carne e é muito vivo, mesmo quando sangra todo o sangue quanto a alma e o corpo têm, lá arranja maneira de se curar e sarar as feridas.
Mas tudo isso só lá com tempo. Tempo e paciência. Que um coração partido que amou demais, demora sempre mais a sarar.
Eu sou uma miúda com sorte, porque cresci a acreditar no amor acima de qualquer Deus ou força ou coisa que me valha! O Amor está antes e depois de tudo, porque somos feitos com amor, para amar. Eu pelo menos fui, mas também tenho sorte nesse aspecto. Acho que nunca levei uma tampa que me pusesse tão de rastos, sempre fui forte e sempre ultrapassei tudo. Sou esperta, tenho um tanto de culta quanto a cultura geral (só não me podem perguntar Geografia!), interesso-me por montes e montes de coisas diferentes e isso faz com que seja desenrascada e conversadeira. Esta coisa é que pode ser um defeito ou uma virtude, o gostar de conversar, conhecer novas pessoas e as suas ideias, mesmo sem ter segundas intenções!
Sou uma miúda com sorte porque me apaixono a sério e dou tudo o que tenho e o que não tenho, tudo o que posso e o que não posso, cometo loucuras e nem por um segundo me questiono se é o correcto! Tenho sorte porque sei amar de verdade, sei mostrar o quanto, dou presentes e mimos porque quero, dou apoio, estou sempre pronta a ouvir ou a dar o meu ombro, o meu abraço. Preocupo-me sempre mais com o outro que comigo própria, porque se o outro não estiver bem, eu também não estou, porque o outro é, no fundo, um bocado de mim também.
Sou uma miúda cheia de sorte e, por enquanto, estou bem assim!


. 31

‎Aquele que amo pode não ser perfeito, mas é com quem posso transformar todos os dias, ajustando-nos ao que mais precisamos os dois para sermos felizes. Quando olhamos para o outro e não vemos mais nada, então é porque ele é tudo para nós. E só vale a pena se o outro sentir o mesmo. Se não sentir, há mais vida, e haverá certamente mais amor.

Margarida Rebelo Pinto, Elogio de amor total

21/10/2012

* Winter Wish List *

Domingo é dia de inspirações (coisa que já não faço há algum tempo, confesso...)
Hoje a inspiração é diferente. Publico hoje a minha lista de coisas que quero comprar este inverno. A lista nunca está completa porque eu sou um bocado viciada em roupa.
Espero que gostem :)











17/10/2012

. 29

«Somos diferentes e iguais 
e é por isso que tu me atrais.»  

Insatisfação

Sou uma insatisfeita por natureza: tudo o que tenho parece escorrer por entre as minhas mãos abertas e tudo o que me dás parece sempre pouco. Todos os teus beijos são poucos. Eu quero sempre mais. Mais beijos, mais pele, mais saliva trocada, mais abraços apertados, mas pés juntos, mais mãos dadas, mais sorrisos perto, mais corações perto. 
Não, eu não quero estar sempre mais perto. O que eu quero é estar sempre do lado de dentro, no teu avesso. O que eu quero é ser sempre a tua escolha, mesmo com outras mil opções. O que eu quero és tu. O que eu quero é que ponhas os olhos em mim, que me tires todas as medidas, que me sigas enquanto ando, que não oiças o que eu falo mas que oiças a minha voz, só a minha melodia enrolada em palavras. 
O que eu quero, no final de contas, eu não sei bem, nem nunca vou saber. Porque estou sempre a querer coisas sem fim. Mas quero-te a ti, com sede, saudade, saliva e com o teu olhar pousado no meu.


O que eu quero não existe. O que eu desejo não me chega. O que eu persigo é impossível e a sede nunca acaba. O que me mata é a saudade e o que me mantém viva são os teus olhos.