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Isto hoje não me sai da cabeça, e eu nem gosto dela, nem em geral, nem em particular...


E isto ficou-se-me entravado também, nhé!!



i miss this *
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Nós discutimos muito, brigamos ainda mais, temos ideias muito diferentes e por isso agente choca tanto. Nós até chocamos demais. As pessoas olham-nos e dizem que nem entendem como é que gostamos um do outro, porque nós damo-nos tão mal. Mas aí eu respondo sempre que é por nós nos darmos tão mal que nos damos tão bem. Nós discutimos sobre as mesmas coisas, debatemos sobre as mesmas ideias mas com pontos de vista diferentes, somos fogo e água, somos opostos mas completamo-nos. No fundo somos iguais. Nós discutimos muito, eu tenho que ter razão e a razão normalmente és tu que tens, porque meu querido, eu não sou a força da razão: eu sou a força do amor e a minha razão és tu.
O que mais odeio é também o que mais amo: 
Tu.

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«É uma mistura de “estou querendo desistir” com um “vou tentar mais um pouco”. Um “não vale a pena” com um “encontrei o amor da minha vida”. Um “não te quero mais” cheio de “não me deixe por favor”. Um “eu te amo” lotado de um “não te suporto”. É uma bagunça que faz a gente ser especial ou só mais uma ilusão. Ainda não consegui entender.»
Caiu que nem ginjas mas infelizmente perdi o rasto do autor...

Gostar de alguém é um tormento

É um tormentos gostar tanto de alguém. É sempre difícil explicar o quão gostamos e, o mais difícil ainda, explicar o porquê de gostarmos. Uma pessoa apaixona-se por um olhar, por um sorriso, por uma gargalhada. Apaixona-se por uma voz, um suspiro, um sussurro, uma conversa. Uma pessoa apaixona-se por um coração de olhos vendados e de mãos atadas, e essa é a forma mais pura e mortífera de se apaixonar: Puro porque é com o coração vendado que se aceitam os defeitos e se elogia as qualidades; é com o coração que se vê melhor, porque "o essencial é invisível aos olhos". Mortífero porque é de olhos fechados que nos conduzimos para um abismo, ou para um caminho que não conhecemos, piso incerto. Mortífero porque é a forma mais arrebatadora de amar; é quando o coração se disforma e se molda a mil e uma situações; é quando se perde um bocado do que somos para achar-mos o outro em nós. É o amor mais mortífero porque é também o mais saudoso, porque é com este amor puro que se ama todo…

Sou uma miúda com sorte

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Sou uma miúda com um bocado de sorte. Sempre tive tudo o que queria, sem nunca lutar muito pelas coisas. Bastava insistir um pouco, explicar as minhas razões, sempre certas claro, e esperar que me concedessem os desejos como se todo o mundo fosse a minha fada-madrinha que agitava a varinha de condão e tornava tudo possível. Tenho sorte porque as únicas mortes que presenteei foram as minhas, da alma, quando um amor muito grande deixava de ter ar por onde respirar, e aí eu vertia a minha alma pelos olhos, escrevia ainda mais e o meu mundo parecia um desabamento mesmo por baixo dos meus pés. Mas como tenho sorte e sou p'ra lá de optimista, penso que o tmpo cura tudo e quando não cura, acalma, e então a minha alma toa amachucada voltava aos poucos para o meu pequeno corpo e me tentava dizer que ia ficar tudo bem. E aí, quando a alma voltava meio tímida, eu dava-lhe festas, ela ia ficando outra, outra vez toda direitinha, como passada a ferro, porque é o que o tempo nos ensina: a ente…

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‎Aquele que amo pode não ser perfeito, mas é com quem posso transformar todos os dias, ajustando-nos ao que mais precisamos os dois para sermos felizes. Quando olhamos para o outro e não vemos mais nada, então é porque ele é tudo para nós. E só vale a pena se o outro sentir o mesmo. Se não sentir, há mais vida, e haverá certamente mais amor.
Margarida Rebelo Pinto, Elogio de amor total