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«É mais ou menos como nos rapazes e nas raparigas. Imaginem um grupo de amigas. Os rapazes, como são fracos, não têm coragem de ir falar com a mais gira do grupo. Então vão começando pela amiga da melhor amiga. E a mais gira fica sempre encalhada. E acaba por achar que é a mais feia.»



li aqui *

Um gole e um beijo

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Olho o copo alto, as bolhas do gás a surgir do nada e a subir com rapidez para o topo do líquido. As bolhas não param, estão frenéticas e aí vejo que a tua mão agarra o copo e leva-o levemente à boca. Bebes um gole de imperial, e o teu ar fica a navegar entre o vazio e o sabor da cerveja na tua boca, o fresco a descer-te pelo corpo, por dentro. Enquanto isso, eu perco-me primeiro nos teus lábios, tantas vezes já saboreados por mim, perco-me em todos os lugares onde o nosso beijo fora celebrado, todos os risos que interrompiam cada beijo, porque a vontade de rir era sempre maior que outra vontade qualquer contigo, porque sentia-me tão bem, tão livre, tão inteira, tão feliz, que a felicidade transbordava em todos os sorrisos que esboçava a teu lado. Depois, o meu olhar subiu ao teu, e ficou ali suspenso, naquela esplanada à beira-mar, onde tu olhavas os barcos ao longe, o outro lado da margem, um Cristo-Rei erguido, de braços abertos, pronto a abraçar uma cidade inteira que o olha do o…

Escrever sobre amor sem saber o que é amar

Eu escrevo sobre o Amor... Talvez até demais.  Todo este blog é uma dedicatória a todos os amores perdidos e encontrados. A todos os corações machucados, partidos e colados em mil pedacinhos. Uma dedicatória a todo o amor mais fiel que é sempre a amizade, a todo o amor cego que é a paixão e a todo o amor incondicional, que é o que vem da família. Este blog é um elogio a essa força que aprendemos que existe em nós, ao sobressalto no peito, à arritmia no coração, ao sufoco na alma e à secura na garganta. Um puro elogio às lágrimas, à saudade, à distância, ao amor que morre, ao amor que nasce, à ilusão e ao desapego. Este blog é um elogio ao amor verdadeiro, inteiro, ilimitado.
Eu escrevo sobre Amor e talvez nem saiba o que é isso na verdade. Mas então, talvez escreva para encontrar o seu significado.

Fechada em casa de férias

Este Natal arranjei uma amiga nova, chama-se amigdalite e é uma chata porque não me deixa sair de casa e só me dá sono.
O quão eu detesto ficar fechada em casa, ainda pra mais, DE FÉRIAS!


Obrigada por esta prenda amigdalite fofa ;)

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Pessoas dizem para eu ter cuidado contigo.
Mas toda a gente sabe que eu gosto do perigo.


Escrever ou não escrever? Heis a questão.

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Acabei de ver o filme The Words e tudo o que me apeteceu fazer, depois de o ter visto, foi escrever aquilo que sempre quis: o meu livro. E o tema que me veio à cabeça foi a nossa história. Aquela história sempre mal contada, aqueles capítulos que parece não chegarem ao fim, mas talvez ainda não haja fim, eu não sei. Nós que sempre fomos nós, que nunca desapegamos o que nos unia, apesar do tempo que não estivemos juntos e esquecidos, nós que não sabemos para onde vamos, nem por onde ir, mas que sabemos muito bem o que cada um é, olhos nos olhos. Disseram-me hoje que sempre foste a pessoa mais parecida comigo e tu sabes que eu só nos vejo diferenças então, perguntei um subtil e confuso "parecidos onde?" na tentativa de despertar a nossa semelhança que não sou capaz de ver. Respondeu-me a voz, suave e sempre delicada, daquelas vozes que nos conhecem há anos e anos, e mesmo que os anos passem, essas vozes sabem que há corações que não mudam, como o meu, "parecidos em tudo, n…

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(*) Acabei de ler a coisa mais linda de sempre. Afinal, nem todos os estados do Facebook são lixo.


«In French, you don’t really say “I miss you.” You say “tu me manques,” which is closer to “you are missing from me.” I love that. “You are missing from me.” You are a part of me, you are essential to my being. You are like a limb, or an organ, or blood. I cannot function without you.»