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ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

18/11/2015

Um peso em mim

Eu senti um peso.
Eu senti uma saudade que não sei dizer de quê. Uma saudade que não se mede, nem se justifica, nem se vai embora.
Eu senti um peso em meus ombros. Eu senti a tua mão pesar no meu peito. Eu senti tu sentires a batida do meu coração lento, melancólico.
Eu pisava a cidade de papel e não deixava pegadas sujas. Somente as penas das minhas asas eram rasto, eram resto, eram risco.
E o peso que eu sentia eram as asas a abandonarem-me num sopro silencioso dos carros que passavam por mim. Quanto mais as asas me tentavam libertar do peso, mais me prendiam. E o peso aumentava.

Se ao menos tudo fosse nuvem como tu. Se ao menos tudo fosse água como os teus olhos. Se eu menos eu pudesse descansar só um pouco no teu abraço - eu deixaria de sentir peso, para só sentir-te a ti a pousar a tua mão em nós.

Obrigada a ti meu amor, que nos dias mais negros me lembras que ainda existem as cores do pôr do sol.