Separadores

ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

24/11/2012

As miúdas e as mulheres

Os homens preferem miúdas porque têm sempre medo de mulheres a sério, com atitude e donas de si. Coitados.

Os rapazes preferem miúdas em vez de mulheres. Quando falo me miúdas falo daquelas sem sal, daquelas que dizem sim a tudo, daquelas que não dão pica nem dão opinião decente. Daquelas miúdas de conversa limitada, ou conversa sem provocação, e por isso, conversa de chacha. Porque as miúdas são mais ingénuas, porque fazem tudo o que eles querem porque não se sabem impor perante o rapaz que gostam.
Essas miúdas são como cães. Já as mulheres são como gatos...
Porque as mulheres, ou seja, as miúdas mais crescidas, com mais atitude, maturidade, donas de si, aquelas que não esperam que o rapaz que gostam decidam por elas, aquelas que vão sair com as amigas sem o namorado atrás, aquelas que vestem e maquilham como querem e sempre com um toque provocador e com sentido de estilo e ainda têm a lata de perguntar ao namorado "Estou mesmo gira não estou?!" mesmo sem esperar resposta nenhuma em troca, porque são elas que sabem e elas estão sempre certas de si. Essas mulheres são sempre mais independentes dos homens e um homem tem medo disso. Um homem quer submissão, como os cães têm com os seus donos porque os cães têm medo de perder os seus donos. Já os gatos só vão ter com os donos quando querem comida ou festas ou calor, porque o resto do dia fazem o que querem, quando querem, ser dar explicações.
Os homens têm medo das mulheres, daquelas que eles não conseguem controlar, daquelas que são mais indomáveis, mais feras, mais bicho, porque os homens, depois do instinto da caça, têm o instinto do poder. E os homens têm sempre medo daquilo que não podem controlar.



23/11/2012

Falar

Antes eu escrevia depois de deitar cá para fora tudo o que tinha para dizer, agora escrevo para não falar.

Muitas vezes limito-me ao silêncio e não é por cobardia, por medo ou por não saber o que dizer. Limito-me ao silêncio, sim, porque sei que as minhas palavras de nada valerão, porque sei que o meu silêncio fala muito mais alto que qualquer grito. Porque sei que com o meu silêncio calo muitas bocas e, se por algum motivo, elas falarem por causa desse meu silêncio, a minha resposta sempre será a mesma do início: o meu silêncio ao qual elas nunca poderão saber o que quer dizer. Isso frustra as pessoas, a pergunta sem resposta, a eterna questão, o equívoco. É por ter medo das respostas que as pessoas perguntam pouco. Mas eu sempre perguntei muito, sem medo de receber um silêncio como resposta.
Nada chateia mais os nosso inimigos que o nosso riso e nunca as nossas palavras.
As palavras são preciosas, tanto suavizam como magoam e nem todos as sabem usar. Por isso eu guardo as minhas palavras para quem tem gosto da prosa, para quem vive as rimas, para que sabe o valor de um livro, o valor de uma conversa num café, para quem sabe o peço de quem fala mais alto sem motivo. Eu guaro as minhas palavras não para quem quer conversar comigo, porque isso eu adoro e faço-o com qualquer pessoa. Guardo-as para quem quer falar. Porque falar é sempre dizer algo mais, é ir ao fundo da questão, da frase, do sentido, sei lá de quê! Falar é para ouvir e ser ouvido, conversar é para se conhecer e ser-se conhecido. E em ambas os casos a expressão é a mesma - as palavras - mas é quando se fala que as palavras fazem o sentido. 
Quem conversa só para passar o tempo talvez não ligue nem a metade do de quem fala para passar a ideia. Mas não penses que quem conversa não fala entretanto...

«Hei-de escrever um livro.»

20/11/2012

. 34

Hoje, "deram-me" isto :')

«"Ás vezes é preciso aprender a perder, é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração a bater desordenadamente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, e esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade."

»

17/11/2012

Esvazia-se o coração, enche-se a mente.

O que é que nos matou?

Não há amor, não há coração, não há escrita. E lamento a quem gosta de (me) ler mas não tenho "inspiração"...

Day by day, i'll continue my way to happiness.


***

Agora uma novidade para desanuviar a cabeça: fui convidada pela minha querida e linda Mariana Fava para fazer um book por ela! Ela tem um talento enorme para a fotografia e eu estou mesmo entusiasmada! :D
Dêem uma olhadela no seu blog e se gostarem, sigam-na! :)
http://marianafava.blogspot.pt/
Muito obrigada pela oportunidade Mariana, espero não te desapontar! *




14/11/2012

Quando se dá tudo, fica-se sem nada.

"É quando já não esperamos nada das pessoas que elas morrem no nosso coração." (Margarida Rebelo Pinto)

Eu não sei quem te roubou o coração ou a alma, ou apenas a certeza de amar, o jeito de amar. Sei apenas que tens medo do amor, que o sentes como um sufoco, sinónimo de "prisão" quando tudo o que te dei foi liberdade. 
"O que a vida te ensinou (...) foi a perceber desde cedo que as mulheres perdoam tudo quando amam um homem. (...) O teu fundo é bom, apenas te falta alguma vontade própria e a capacidade de fazer escolhas. (...) A paz que procuras nos braços dos outros nunca perdura e é por isso que só amas quando estás presente. (...)
Nunca te pedi nada, e se calhar foi esse o meu maior erro.
Quando se dá tudo fica-se sem nada e o pior é que uma pessoa habitua-se a ser assim, idiota e estúpida." (M. R. P. in Nazarenas e Matrioskas)

No dia em que eu fechar a porta, eu não vou voltar mais.

10/11/2012

Se eu disser, eu queria dizer...

E se eu te gritar alto mesmo estando perto, se eu discutir contigo, se eu disser que já não quero mais, se eu disser "larga-me", se eu disser que te odeio, se eu disser que tu és chato e um grande palerma, se eu disser que me irritas, se eu disser que já não tenho mais paciência, se eu já não quiser esperar mais, se eu disser que estou farta e cansada, se eu chorar muito e borrar toda a minha pintura, se eu parecer criança quando devia ser adulta ou se disser que já não sinto mais nada por ti abraça-me bem, porque eu o que eu queria dizer mesmo, quando alguma vez te dissesse algumas dessas coisas, era que o meu sussurro fosse a coisa mais preciosa que poderias ter, queria rir contigo, queria dizer que quero mais e mais e sempre mais, que te quero, queria dizer "agarra-me", queria dizer-te que te amo, queria dizer-te que és das pessoas mais interessantes e esperta que eu conheço, queria dizer-te que a minha paciência é infinita, que esperaria sempre por ti, que nunca me fartaria de nós e que o único cansaço que existe são dos dias sem ti, que a maquilhagem não esconde os meus defeitos, só disfarça, que a única coisa criança que há em mim é o meu riso e que sinto tudo por ti, tudo ao mesmo tempo, e que não era capaz de não ter a nossa confusão da nossa relação, a nossa trapalhada toda porque eu gosto do que nós somos, do que nós temos. Eu gosto do nós definido nos nossos lábios quando se tocam, gosto do nós quando me abraças com força, mesmo sem dizeres nada, porque sempre falamos muito mais pelo olhar. E eu falo-te através do meu, dando-te carinho e palavras cheias de caramelo para esse teu olhar onde me afundo, onde me perco. Eu gosto do nós. Eu gosto de nós.

01/11/2012

Escrevo para que me ouças

Lá vou eu escrever pra ti sem que me ouças. Nem sei porque o faço, isto é escrita em vão, apenas para me encher a alma e me tentar esvaziar a saudade que não cessa nem me deixa descansar. É um tormento querer ver-te e não puder e desejar-te loucamente sem te poder tocar, é uma angústia pensar em ti a todo o instante. Acima de tudo este amor é quase impossível, quase loucura:
primeiro desde que te conheço que és o meu melhor amigo, segundo porque amar-te dá comigo em louca, eu que te amo loucamente e de olhos vendados, como já disse mais de mil vezes. Este amor só dá para ser tua escrava, inquilina do teu coração tão grande, eu que sou tão pequena.
É assim que me sinto no teu abraço: pequenina e protegida por ti, pelos teus braços longos e pelo teu beijo na minha testa.

Tu não sabes, e nunca saberás porque não me sabes ler o olhar, mas foste o primeiro a quem me dei a conhecer totalmente, o primeiro a quem não escondi os meus medos, as minhas certezas, as minhas fraquezas e os meus pontos fortes. Foste o único a quem nada escondi, mesmo que a verdade doesse para ambos, sempre fui sincera. Tu nunca saberás, mas foste o único que perdoaste os meus erros, limpaste as minhas lágrimas e ainda assim disseste "Tu pensas demais. Vamos viver um dia de cada vez." eu, a impulsiva que vive aos trambolhões e atropelos. Tu nunca saberás, mas foste o único que me fez ficar quieta, calada, inofensiva, o único que me deixou impotente, sem poder. E tu sabes que escrevo por ti, para ti e sobre ti, aqui e em todo o lado, mas foste o único que nunca procurou saber em que eu pensava: não por não gostares de mim, mas para que o que eu escrevesse não te influenciasse. Foste o único e eu, a principio, chateava-me. Agora, tanto me faz. Porque vivemos um dia de cada vez. E eu exijo sempre demais, quero sempre mais, penso sempre demais.