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ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

26/05/2011

Eu fugi.

Eu fugi. Fugi com sabor do vento nos meus lábios, com a mochila cheia de nadas e a cabeça com porquês. Enchi o copo de coragem, bebi a água da sede que não tinha e caminhei, com os meus pés descalços, entre nuvens e sonhos perdidos no tempo.
Eu bem tentei ler nos teus olhos as linhas que tinhas escritas no coração, mas o esforço acabou em nada. No vazio da tua alma de pássaro. Não, eu nunca viajei em ti, apenas tentava compreender o que havia por detrás da tua máscara. E espreitei por entre as fendas que o tempo te abria no olhar, mas tu voltavas a cara, voltavas o coração e fechavas o livro de ti. Como esperas que te compreenda? Que saiba quando não queres falar ou quando precisas apenas de um abraço?
Eu nunca fui a melhor a acertar, não esperes de mim nada, o simples é tudo, complicar é perder tempo. Ao contrário do que tu pensas, de previsível tenho pouco, ainda assim, muito falta para me conheceres ao ponto que eu te conheço a ti.

24/05/2011

«A tua liberdade acaba onde a dos outros começa.»

Eu não sou sempre a mais certinha e nem sempre digo as coisas mais acertadas. Às vezes mago-o quem mais gosto e outras vezes sou bruta quando não merecem. Tenho mau muito feitio e consigo ser muito fria para as pessoas. Eu erro, mas seu pedir desculpa. Eu sou assim, mas todos temos limites. E já dizia as palavras sábias de um Homem (com H grande), pai de uma das minhas princesas: «A tua liberdade acaba onde a dos outros começa.»
Pareço muito forte e ás vezes até sou, no entanto todos temos fraquezas. E o meu muro quebrou ao ver isto:


(*IMAGENS EXTREMAMENTE VIOLENTAS E CHOCANTES, VER SÓ SE SE SENTIR CAPAZ*)


Quando acabei de ver a minha boca não fechava e os meus olhos começaram a encher-se duma substância líquida salgada e sem cor. Cresceu um sentimento de revolta, repugnância e talvez desespero. Eu não sei que raio de sociedade é que estamos a criar, ou pelos menos não sei que educação os pais destas meninas lhes deram, mas algo está aqui a falhar! Se calhar elas tiveram uma educação igual à minha, as amizades delas é que são diferentes das que eu tive. Hoje em dia não se cresce em casa, cresce-se na escola. Só que hoje em dia não se aprende na escola, aprende-se na rua, com os "amigos" e aquilo que vemos é aquilo que seguimos e às vezes seguimos os outros com passos firmes em terrenos falsos, acreditando que estamos a fazer o certo quando o errado passa a ser a religião.
Estou a falar no plural porque dirijo-me a uma parte deste todo, àqueles que não se dizem crianças mas são imaturos para serem considerados adultos, aos adolescentes, ao futuro, à geração do meio, à minha geração, a nós. Como eu, cada vez mais, me deparo que não sou mesmo igual ao que por aí anda! Talvez eu seja uma raridade mas eu conheço mais gente como eu. Sou mesmo uma rapariga pequena cheia de sorte.
Chamam-lhe rebeldia? Uma mera briga de miúdas? Não, as meninas não devem descer tão baixo, a classe vem de cima, da superioridade que mostramos a quem pensamos ser inferior, é assim que me defendo, com atitude no corpo e não com raiva! Mas isto sou eu e nem todos podemos ser bons.
Não sei em que mundo é que elas vivem, mas eu não faço parte dele de certeza, ou pelo menos não quero fazer porque não acredito que o mundo é assim: cruel, frio, vingativo. Não faz sentido se assim for! Das palavras às acções a distância parece grande, é por isso que dizem "é tão fácil falar". Neste vídeo a realidade é bem diferente, das palavras às acções a distância é do movimento de uma mão sobre uma cara.

Oh eterna sonhadora, por onde anda a tua alma selvagem que ainda tem esperanças dum mundo melhor?
Como o nome de um blog (genial, na minha opinião) que sigo: «O Mundo não acaba Amanhã. Mas não sei se poderá melhorar.» (Edgar Alves)

16/05/2011

Aprendi, e muito.


Quero contar a mim própria que creio que sou alguém com ideias diferentes das que tinha. Não digo que sou alguém novo, porque eu sempre fui a mesma, fiel ao que sou. Creio que adquiri a liberdade do pensamento e, com isso, vejo o mundo de forma diferente. Tá claro que o mundo continua igual, a minha visão dele é que mudou: as mais pequenas folhas são mais belas e as noites mais encantadoras. O amor é mais forte e as amizades mais sólidas. A distância aumentou e o meu coração também. O espírito tem as cores do vento e a alma é cada vez mais corajosa no meio desta selva que é a vida.
Aprendi muito este ano. Aprendi que as pessoas não são tudo o que aparentam ser mas que nem sempre são piores por isso. No geral, nós apenas conhecemos das pessoas o que elas nos mostram. Mas e quando elas se fecham?! Ás vezes há seres como eu, que gostam de observar os outros e, às vezes conhecem as pessoas, mesmo quando elas continuam com a boca fechada, com a mente inundada de pensamentos. - Eu conheci alguém ao observá-la: os gestos, as palavras, a entoação, os sorrisos e principalmente o olhar. Passei a conhecê-la tão bem em tão pouco tempo e o extraordinário está aí mesmo! Eu digo que a conheço muito bem. Ela confirma.
Aprendi que as pessoas ficam mais bonitas quando gostamos delas, que viver é contar histórias e que um artista não se quer para copiar a realidade, mas sim para representar a sua própria realidade. Decidi que quero escrever um livro um dia e que quero pintar até morrer. Aprendi que preocupo-me muito com as pessoas (às vezes demasiado, até) e que só as pessoas que gosto é que me afectam. Aprendi a ser imune a ataques de pessoas que estão abaixo de mim e acho fico bonita quando estou feliz ou/e apaixonada.
Não gosto da palavra "talvez". Não gosto de incertezas. Não gosto de meias palavras. Não gosto de metades porque, pra mim, é tudo ou nada. Não me contento com quases nem com o fácil. Gosto de mim e da confiança que tenho no que sei que faço bem.
Continuo com a certeza de que não gosto de chorar, que me ignorem ou ponham de parte. Não tolero faltas de respeito das outras pessoas sem razão e detesto que decidam por mim. Continuo a desejar que o dia tenha 48 horas porque 24 parecem-me não me chegar.
Continuo apaixonada e continuo a pensar que vou ser amiga dos meus amigos de hoje em dia pra sempre. Sinceramente, nem vejo porque não.
Eu sou o que eu sou, aprendo o que me convém. Tenho um feitio difícil de aturar mas quem gosta, gosta sempre. Quem não consegue aguentar o meu pior, tanto menos merece o meu melhor.


«(...)Diga que me adora
Deixe o orgulho e venha, porque já
Está na hora, da gente se encontrar e sermos um(...)»
(Natiruts - Sorri, sou rei)

Meu deus, viciei completamente, como viciei em ti. Dizes que estamos longe mas eu sinto-te perto, ainda quente, ainda a abraçar-me a olhar as estrelas do futuro que temos pela frente, juntos.
Tenho saudades tuas, tenho tempo.
Boa noite. Gosto tudo de ti, gosto tudo de ti, gosto tudo de ti.

13/05/2011


‎"You won't find faith or hope down a telescope. You won't find heart and soul in the stars. You can break everything, down to chemicals. But you can't explain a love like ours." ♥

La la la lu, i'm so in love with you. :)
Boa noite meu príncipe encantado, espero-te mais uma vez por entre os meus sonhos.


[PS: A semana passada, segunda-feira, estava eu a descer o Largo Camões, rumo aos Armazéns do Chiado a ouvir Duia, dos Da Weasel, quando olho para o meu lado esquerdo e vejo o Pac-man a conversar no meio da rua com dois amigos. Sorri-lhe e ele sorriu-me de volta. Simpático, hein!? Coincidências ou não, há com cada coisa!]

06/05/2011

Humor de cão

Não sei o que se passa, juro que não sei mas sinto-me vazia. Ou então são as saudades que tenho de tantas coisas! Parece que algo me esmaga o peito, a cada segundo que passa e a pressão não diminui. As saudades também não. Mas a dor não aumenta e nem se pode chamar dor, é mais sufoco. Pressinto que vou ter umas férias vazias, bem como a minha cabeça confusa. Estou a perder-me cada vez mais, ou então estou mesmo a entrar num labirinto que nem conheço. Eu bem gosto de desafios, mas desafiar a minha mente quando estou assim, oca, é pior ideia que posso ter e eu bem tenho muitas ideias - são é todas disparatadas como é um bocado da minha vida: disparatada. Completamente disparatada. Sou um disparate pegado! No entanto é comigo mesma que sou assim. Para dar conselhos aos outros eu sou um às, aplica-los a mim é que é pior. Porra, que chatice, ando mesmo sem paciência pra nada. Espero é que corra tudo bem na próxima semana, mas duvido, isto de dia pra dia vai chegando o fim do ano e o fim do ano não é associado só a FÉRIAS. É que antes das ditas férias vem os TESTES e as APRESENTAÇÕES e nessa parte estou a zeros vírgula nove, vá.
Bem, ontem acabei o meu diário gráfico, o primeiro de muitos, espero. Cá em casa tenho já montes de coisas que a minha (sempre atenta) mãe me comprou entre pincéis, tintas, papel de tela A2, A3, A4 e A5. Pinturas no verão é que não me devem faltar e estou a dever um quadro (?) à minha avó e outro aos meus padrinhos que pra eles já vai ser o segundo. E a ver se pinto alguma coisa que goste mesmo pra ficar comigo que queria encher a única parede que tenho quase sem nada com pinturas. Ou talvez encha o sótão (o que eu queria mesmo era ir "morar" pro sótão, visto que o quarto está a ficar cada vez mais pequeno pra tanta tralha e pra duas pessoas, sendo uma tão desarrumada - e garanto que essa pessoa não sou eu.

Vou fazer uns reblogs no tumblr. Preciso de me rir um bocado e de pensar que afinal, sendo eu tão diferente, até sou bastante comum.

04/05/2011

17

E lá vieram os 17. Não é que eu tivesse especialmente à espera deles, porque na verdade nem estava, a única coisa que mudou foi que agora passo a dizer que tenho 17 anos e não 16. Mesmo assim, o BI tem que andar sempre atrás de mim, não vá querer ir a algum lado e não me deixarem. Já me aconteceu duas vezes, e não foi em bares como seria de esperar: uma vez foi no teleférico do jardim zoológico porque queria andar sozinha e não me deixaram porque tinha que se ser maior de 10 anos e eu com 11 achava que tinha o direito de ir. Como não andava com o dito BI comigo, enchi-me de orgulho, fiz fita e não andei sequer no teleférico. Manias!
A outra vez foi no cinema, quando, com 14 anos, quis ir ver com as minhas irmãs o "Hancock" que era pra maiores de 12 anos. A senhora da belheteira não acreditou que tinha mesmo 14 anos (magricela e nem metro e meio não admirava nada que não parecesse que tinha 14 anos) Como é claro, e torta como sou, fiquei muito indignada e disse à senhora algo do género que as pessoas não se medem aos palmos e que era injusto ela estar a basear a minha idade na minha altura. Fiquei muito ofendida mas a senhora não nos deixou comprar os bilhetes e lá fomos fazer tempo e talvez comer um gelado, já não sei bem, mas lembro-me que foi por volta dessa altura que comecei a andar SEMPRE com BI. Hoje em dia, ando por razões que já não essas, mas sim entrar em bares, ir ao cinema e outras coisas desse género, e ainda, o motivo principal, pode acontecer-me alguma coisa e se eu tiver o BI comigo assim já sabem quem eu sou. E é pra isso mesmo que o BI serve: pra saber quem somos. Eu sei o meu nome, de quem sou filha, a minha data de nascimento e outros números que lá aparecem que eu ainda não sei muito bem para o que é que servem. O problema é que eu ainda não sei quem sou, mas isso já não diz no BI, nem em palavras, nem em números.

Bem, parabéns atrasados pra mim! (Impressionante que até comigo própria me atraso! Haja paciência e dessa, por enquanto ainda tenho muita...)
Pró ano há mais e em grande! Ou em pequeno porque eu duvido que vá crescer alguma coisa de extraordinário.