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ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

29/08/2011

Devias ter vindo

Devias ter vindo! Mesmo quando eu disse que não, devias ter-me contrariado. Eu sou um bicho difícil, mas as mulheres são confusas, dão o dito por não dito, querem o mundo e não querem nada, são malucas mas amam com tudo o que têm delas próprias. Elas dizem que "não" e eles, quando gostam, não contrariam as donzelas, dizem que "sim" e fazem tudo o que ela pede. Mas uma mulher como eu gosta é de desafios, o fácil toda a gente que quer tem e o amor não é, nem nunca foi, só dizer que "sim". O amor é um jogo de torce e puxa e nega e chora e grita e faz birra e sorri e dá beijos e passeia de mãos dadas e ama perdidamente e por isso devias ter vindo, devias ter-me contrariado. No amor, as palavras nunca são certas e as minhas estavam longe de serem as que mais querias ouvir.
Meu amor, por amor faz-se tudo! Por amor sobem-se mastros, descem-se céus, deslocam-se montanhas, arrisca-se tudo, e esse tudo é o tudo que amamos e ainda o tudo que não temos! Por amor arrisca-se tudo e tu, por me amares tanto, não arriscaste nada, com medo de arriscar o meu amor por ti. Mas tu sabes tão bem que o amor em si é um risco.
Eu arrependo-me da resposta que te dei mas devias ter vindo, juro! Devias ter vindo, eloquecido, juntado as saudades e vir matá-las. Devias ter vindo atrás de mim mas ficaste do lado de lá do risco e tiveste medo. Sempre o medo e eu sempre te disse que o medo é o maior inimigo do amor. É por isso que sou assim, sem medos nem certezas, só corpo e alma, que é a forma mais genuína de amar - com o coração e só com o coração.


28/08/2011

O que diz de mim aquilo que eu sou.

Catarina: Vem do Grego «Kathará», que significa "pura".
O inconsciente de Catarina está sempre muito atarefado! Ela vive num estado de sonho permanente: histórias espantosas sobre o poder do amor, contos de fadas e alguns filmes de terror sobre a precariedade das coisas. Catarina é inconstante e vive ao sabor das suas emoções: ora alegre e confiante, ora escondida e assustada. O seu maior problema é a insegurança. Como é intuitiva e persistente, acaba por compreender que, ao ser ela própria alcança a segurança. Catarina tem o dom de convencer e sabe usá-lo quando é preciso. É um nome muito feminino. Número 4. Planetas Marte e Saturno. Festa: 25 de Novembro.

Alexandra: Vem do Grego «Alexein», que significa "proteger e defender" e de «Andros», que signifca "Homem Guerreiro", portanto, o defensor do homem.
O ar sonhador e de quem está "na Lua" de Alexandra não nos deve enganar! Ela sente-se atraída pelo poder e luta, conspira, elabora estratégias... no maior dos segredos. Desdenhando os valores estabelecidos, procura impor-se opondo-se, expressando a sua diferença. Consegue-o graças à sua energia, perspicácia e tenacidade. A sua vida interior é rica e agitada: Alexandra atravessa por vezes crises existenciais durante as quais ficam profundamente abatida mas das quais sai, como uma Fénix, mais forte e determinada.
Número 8. Planeta Marte e Plutão. Festa: 3 de Maio.
[in Nomes Próprios de Ana Belo. Editora arteplural - encontrado cá por casa.]

Touro: o Resistente. Que encanta mas agressivo. Pode parecer enfadonho, mas não é. Trabalhador duro. Amável. Forte, tem resistência. Seres sólidos e estáveis e seguros dos modos deles. Não procuram atalhos. Orgulhosos da beleza deles... Pacientes e seguros. Fazem grandes amigos e dão bons conselhos. Bom coração. Amam profundamente - apaixonados. Expressam-se emocionalmente. Propenso a temperamento - acessos de raiva ferozes. Determinado. Cedem aos seus desejos frequentemente. Muito generoso.


Sonhadora nata, amiga incondicional, coração profundo. Pureza na alma. É que não podiam estar mais certo que eu sou assim mesmo, tudo à letra.

Em conversa...

A. M.:
‎"Porque é que toda a gente tenta ser o melhor do mundo e não 5º, 4º, o 3º ou o 2º?" Stm
Catarina C. G.:
Se não fores o melhor és só mais um. :s
A. M.:
Depende, hoje em dia a ambição não tem limites.
Catarina C. G.:
Mas isso não são pessoas, são vermes.
A. M.:
Então é caso pra dizer que há mais vermes que pessoas.
Catarina C. G.:
Aninhas, bem vinda ao mundo real e triste. Mas eu acredito que há mais pessoas como eu e como tu neste grande mas pequeno mundo (:
A. M.:
Olho para o lado esquerdo: rivalidade , para o direito: competição. Antes de tentarem superar-se a elas próprias tentam superar os outros. Chega a ponto que ambição não é saudável. Mas sim , pode ser que um dia sejamos a maioria, um dia...
Catarina C. G.:
Mesmo. Mas tu deves ser sempre o melhor que TU consegues ser. Não pelos outros, por ti. Deves ser sempre o que tu quiseres ser, seguir sempre o que tu sentes. Não deves dar um pouco de ti a tudo o que fazes, a tudo o que te rodeia, dá antes tudo de ti ao pouco que fazes. É mais único, mais puro, mais teu, mais sentido, mais verdadeiro.
Mas hoje em dia não é assim, já ninguém quer saber das pequenas coisas, estão a matar o verdadeiro sentido da vida, que são as pequenas coisas. [As melhores coisas da vida não têm custo, não são pagas, mas isso são valores esquecidos.]
A. M.:
Dou-te toda a razão em cada palavra que escreves-te. Em vez de subirem um degrau de cada vez e tirarem partido de tudo o que podem, tentam subir aos pares sem gozarem nem metade da "viagem". Eu fazia isso quando era pequena e tropecei umas boas vezes.
S. T.:
Gostei de ler aí Catarina, bem dito, o que importa são mesmo os pequenos prazeres da vida e temos é de aproveitá-los ao máximo a sermos nós próprios... Sem medos. Love your life and live!

É caso para dizer que nunca desfrutarás da vida por completo se acreditas que é no destino que está razão, o que realmente interessa. A essência está na viagem, e sempre na viagem.

23/08/2011

O Fado dela e a Lisboa minha.




A minha "prima" Inês canta tãaaao bem! Ai tão bom que é ouvi-la. Um timbre poderoso e a música tem um certo doce que embala mas encanta. Eu confesso que nunca fui uma fã perseguidora de fados e não sei nem um mas gosto de ouvir quando aparece. Faz-me lembrar a minha bela Lisboa, os passeios das tardes a subir até à Sé e a descer Alfama a pé, degrau a degrau. As pedras da calçada que são o chão que pisas, o Terreiro do Paço, a Praça do Comércio, o Cais do Sodré, o Bairro Alto bem lá no alto, os miradouros, o senhor Pessoa ao pé da Brasileira e o Largo do Camões sempre povoado.


Ai o que o fado me faz lembrar! O fado sabe-me a Lisboa, na sua pura essência. Fado da minha lisboeta Lisboa. Lisboa fadista. Fado, fado, fado...

O Fado é da minha prima, a Lisboa é minha.


[As fotografias são da minha autoria.]

21/08/2011

Feel the wind through your fingers, lose your balance and close your eyes. Feel the freedom inside of your soul and let the rythem take control. Oh god, how i need to dance 'til the sun rise!



20/08/2011

Quase um ano depois


Quase um ano depois de começar a namorar contigo ainda me sinto a rapariguita apaixonada pelo rapazito pequenino com pele de canela, olhar profundo e sorriso que era capaz de iluminar uma cidade inteira!
Eu adoro o jeito com que tu me abres a porta de casa, gosto do olhar que me fazes quando olhas pra mim, gosto de quando estou de mãos dadas contigo na rua, gosto de te tirar milhentas fotografias e tu detestares que eu o faça. Gosto de como brincas com a Cuca, gosto de como brincas comigo, quando me pegas ao colo e me deixas sem eu tocar com a pontinha dos dedos dos pés no chão. Como tu me chamas trambolho e me dás um beijo doce. Gosto de como me limpas as lágrimas e dizes que vai ficar tudo bem. Gosto do calor do teu corpo, gosto do teu hálito fresco a menta, gosto de quando me beijas os ombros, as mãos, a testa, as bochechas, de como me abraças e agarras com força, com medo que eu fuja. Gosto quando me ligas a meio da noite, interrompendo-me os meus sonos mais profundos, só para me dizer que me amas. Gosto de quando somos um só e esquecemos o mundo lá fora. Gosto de quando o tempo pára e corre ao mesmo tempo, quando estamos juntos. Gosto do teu sorriso apaixonado, do teu olhar enternecedor. Gosto quando jogamos X-Box e deixas-me marcar golos e ganhar-te num jogo em que eu sou principiante e tu és veterano. Gosto de comer chocolate branco contigo. Gosto de quando te ris de mim quando eu compro um gelado que não gosto sem saber bem o porquê -como aquele Swirl de morangos e manga que eu pedi mas eu nem gosto de morangos nem de manga como frutas.
Tens uma paciência de ouro pra me aturar, mas aturas tudo o que digo, com um sorriso e uma leveza inexplicável. Gosto de como fazes tudo parecer mais fácil. Gosto de quando fazemos as pazes quando nos chateamos e gosto de te besuntar o coração com doces, surpresas e açúcar amarelo. Gosto de me deitar no teu peito e ouvir o teu coração bater, ora depressa, ora devagar. Gosto de quando me chamas princesa e me fazes festinhas no cabelo e na cara. Gosto de quando os nossos narizes se cruzam, gosto do teu cheiro sempre intenso, sempre fresco e sempre doce.
Gosto de gostar de ti e gosto de como me fazes sentir como nunca ninguém me fez sentir. Gosto que me faças sentir especial.

Tenho milhões de saudades tuas meu príncipe.

Voltei a terra.

Dei conta que escrevo pra alguém mas ás vezes não sei bem quem. Às vezes escrevo pra ti, outras vezes para os outros e no fundo escrevo sempre pra mim. Eu sei lá de quantas pessoas já escrevi sobre, mesmo quando implícito mas sem nomear, quantas histórias já fantasiei sobre outras histórias de outras pessoa. Andava a pensar no porquê de continuar com o blog e no porquê de continuar a escrever para sabe-se lá quem. Algo que nunca disse, pelo menos em público, foi o porquê de ter começado com um blog. Cá vai:

A princípio, Julho de 2009 (como já se passaram 2 anos tão depressa!) comecei a escrever por uma razão simples - eu tinha um namorado (não era o Diogo) que era frio, dava-me pouca atenção, ora estávamos bem, ora estávamos mal, preocupava-me imenso com o rapaz e ele sem se preocupar absolutamente nada comigo. Fazia o que queria quando queria e não havia ninguém acima dele. Até parece um bicho mau e feio mas ele era lindo e eu gostava dele, e eu gostava dele por ele ser assim, diferente. Sinceramente, ainda hoje não sei o porquê mesmo porquê de ter gostado tanto duma peça destas mas vai-se lá entender o coração que ás vezes "tem razões que até a própria razão desconhece". Ele não gostava das coisas queridas que o amor tinha, como postais, prendas, surpresas, não gostava de termos carinhosos, nem textos de duas páginas nem mensagens cheias de corações. Surreal ou não, no fundo ele gostava de mim mas não gostava do amor. Senti, então, que precisava que as palavras que não lhe dizia directamente, fossem ditas por mim, a alguém (que era ele). Uma alquimia estranha porque ele sabia que eu tinha o blog e sabia que escrevia sempre pra ele mas nunca dizia que gostava do que eu escrevia, fingindo sempre que não sabia que eu escrevia sobre ele. Ele era do tipo de rapaz que nunca dizia o que pensava e que só fazia o que sentia.
Era um amor cansativo, doentio, nervoso, inconsciente, inocente e cego, o que eu sentia por ele. Caramba, foi um amor complicado mas descomplicou muito a vida quando acabou. As razões ficaram mais que guardadas no passado. Hoje ainda quero saber se está tudo bem com ele, apesar do mal que ele me fez. Sou um eterno coração de marmelada com açúcar amarelo e gosto de estar bem com todos e com o mundo, faz parte da filosofia simples de vida que levo. Digo sempre que ele foi um excelente amigo e ensinou-me muito, mas também digo que como namorado era uma valente treta. Espero que hoje em dia dê mais valor às raparigas que conquista (sem nunca perder o seu jeito de ser), já que ele pode ter as que quiser pois pra ele basta piscar um olho e fazer um sorriso meio tonto como só ele sabe fazer. Hoje rimo-nos e muito raramente falamos mas eu sei que se ele precisar eu estou cá, e se eu precisar, ele está lá. Final feliz.

Foi assim que comecei por ter um blog mas depois tornou-se no meu refúgio, na minha casa, no meu segundo coração (ou talvez inserido no primeiro).
Hoje eu escrevo o que me apetece aqui e felizmente pra mim (e quase infelizmente para os leitores) eu não preciso que o blog seja o meu intermediário para chegar ao coração do meu Diogo porque ele é em nada parecido com o anterior e é tão mais melhor e faz-me sentir a rapariga mais sortuda e mimada do planeta!