Separadores

ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

31/08/2012

24 horas é sempre pouco para um dia

Cabelo desalinhado, despenteado, calça cortada e ténis vagabundos. Olhar despreocupado, ar descontraído, simples. Boca faladora, sorridente mas misteriosa. Mente calada e sentimentos mudos.
E é assim sempre que eu te vejo: rebelde, alma com mistério, segredos que só eu sei no coração e uma alma terna e quente que me aquece o corpo tremendo de doença de saudade sem ti.
Nunca te escondi que és uma doença para mim, nunca te escondi que fazes-me mal na tua ausência e na tua presença. Nunca te escondi esse amor/ódio que sinto por ti, e tu nunca escondeste esse amor/desapego que sentes por mim. Mas foi assim que nos apaixonamos, sem jeito nem porquês, sem mentiras nem confusões. Somos dois mas um só, que funcionamos bem separados, mas funcionamos melhor juntos.
Sabes, o nosso amor não é igual ao de todos os outros, porque primeiro não há amores iguais, e segundo não há amores como o nosso. Mas é diferente porque nos damos mal mas bem, somos pimenta na língua e caramelo no coração. Mas o que quero dizer é que o nosso amor é invisível. Há coisas que não se vêem, já dizia no grande Principezinho que o essencial é invisível aos olhos. Não falo dos nossos olhos, que nós falamos pelo olhar muito mais do que por palavras. Falo sim dos olhos dos outros que não entendem o nosso entendimento. Essas coisas invisíveis que falo é esse nosso amor estranho, inteiro e cúmplice mas que sabe sempre a pouco. Ou então sou eu que sou uma fonte inesgotável de amor e prazer que quero sempre mais e mais. Eu que penso que 24 horas para um dia é sempre pouco, muito pouco. 
O teu amor por mim é sempre como tu: simples, desalinhado, misterioso, rebelde, terno e quente.
O meu amor por ti é sempre como eu: inesgotável, alquímico, sentimental, puro, insano e inteiro.



No entanto, amamos os dois na mesma medida, na mesma intensidade.

28/08/2012

Em comum

De tantas coisas que nos diferenciam, existe uma que nos é comum:
Eu penso sempre em ti. E tu também pensas sempre em ti.

21/08/2012

Não te procuro mais

Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta… Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo ou me ver, me procura você.

Caio Fernando Abreu

O lado mais triste do amor é não sentir nada

«E depois de um tempo eu entendi que esquecer não significava ignorar uma chamada no telefone, nem evitar reencontros casuais. Eu descobri que quando você esquece, atende o telefone e sua voz não falha, que reencontros casuais não mais faziam as pernas tremerem. Eu descobri que o lado mais triste do amor, é não sentir mais nada.»

É só quando não se sente nada que se sabe que se esquece, porque é quando não se sente mais nada que o amor já não mora no coração. É quando as pernas não tremem e quando o coração já não tem aquela arritmia ao vê-lo passar, ou quando ele quase que salta do peito de bater no peito com tanta força. É quando já não sonhamos com ele, quando não acordamos a pensar nele, quando já não lembramos o número de telefone e é quando passamos por algum sítio onde já fomos felizes juntos e já não lembramos tanto essa vez.
Mas não te enganes porque dificilmente serão amigos. Quando se ama de verdade, com toda a alma e coração e todo o amor que se tem, quando se dá tudo o que se é ao outro, quando é uma relação intensa, vivida e partilhada, pura, não dá pra fazer um retorno da situação. Já não acredito ser possível ser-se só amigo de alguém que já foi tudo.