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ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

28/02/2013

Deixa ir

Respira. Calma. Mantém a calma. Agora acalma o coração. Acalma. É normal que não te entendam quando nem tu própria te entendes. Eu sei que é complicado: se és durona é porque não tens coração. E se deixas que a tua veia de coração mole se estique mais um pouco estás a ser chata e demasiado melosa. Tu sabes que eles não gostam nem de uma coisa, nem de outra. Tu sabes que eles querem-te mas não tanto. Tu sabes que eles nunca sabem o que querem. Mas tu também nunca sabes. E se tens certezas, há sempre quem tas tire.
Respira. Calma. Mantém a calma. Sustem esse pânico e esse medo. Acalma o coração e deixa ir... Deixa ir tudo o que tu quiseres, mas deixa ir...


25/02/2013

Mania a minha

«Eu entendo tudo o que tu fazes de outra maneira. Se tu vieste ver-me e dizes que estás cansado e vais embora de seguida, eu já penso que tu não tens amor, nem consideração, nem nada de nada. Eu poderia pensar que tu vieste ver-me, mesmo cansado e fizeste uma força e vieste ver-me e vieste ver-me e foste embora somente porque estavas cansado e cansado. Mas vieste ver-me, mesmo cansado e é isso que importa. Mas eu nunca penso assim. Vejo pelo pior lado.»  CC

Mania a minha de destruir tudo o que é pensamento bom.

encontrei aqui

Quantas noites a gente fica

A gente nunca sabe se vai durar uma noite ou a vida toda. Por isso a gente vai vendo quantas noites a gente fica


21/02/2013

Hoje não sou eu

Hoje sinto-me um bocado perdida...
Começo a duvidar dos meus últimos anos, nas escolhas que desde então tomei. Começo a duvidar do meu presente, de tudo o que me tem acontecido, das pessoas que conheci, que encontrei. Sinto um desconforto quando te olho porque já não sei bem o que quero, o que sinto. Todas as tuas duvidas fizeram-me duvidar também, de tudo o que quero para mim.
Em tempos fui feliz e nem foi à tanto tempo assim...
Mas hoje não sei onde guardei essa felicidade que me acompanha todos os dias, esse sorriso permanente nos meus lábios. Hoje duvido daquilo que sou, daquilo que quero, que sinto, de tudo o que faço. 
Sei lá eu do meu futuro! Estou perdida no presente, constantemente a passar-me pela cabeça imagens do passado.
Hoje sinto-me perdida, derrotada. Não sei para onde fui nem quem me venceu, mas hoje não importa. Hoje não me importa nada. Hoje sinto que hoje não sou eu.


13/02/2013

Eterna Florbela

«O meu mundo não é como o dos outros: quero demais, exijo demais; Há em mim uma sede de infinito, uma angustia constante que nem eu mesma compreendo, pois estou longe de ser uma pessoa. Sou antes uma exaltada, com uma alma intensa, violenta, atormentada, uma alma que não se sente bem onde esta, que tem saudade... Sei lá de quê!» 

~ Florbela Espanca

10/02/2013

O outro lado da moeda

Eu pareço forte, sorridente, sempre feliz, sou alguém que fala com um sorriso nos lábios e com a simpatia na voz, dou-me com toda a gente, tento nunca julgar pessoas. Sei que pareço muito segura de mim, e até sou ás vezes. Tenho um andar confiante, ás vezes parece que desfilo, tenho um olhar que encanta e que é muito expressivo. A minha voz é doce, é calma, não sai fina nem grossa, escorrega bem nos ouvidos. Não sou muito magra nem gorda, tenho curvas, sigo volta-e-meia as tendências que estão na moda. Gosto de me arranjar, de me sentir bem, de por maquilhagem todos os dias e sentir-me a miúda mulher com mais confiança nela própria que pode haver. Pareço até um bocado convencida, um bocado gabarolas, com a mania que tem sempre razão e que é melhor em tudo que os outros, porque sou eu quem sabe!, penso eu que sei...
Mas na verdade, por detrás de tanto riso e optimismo e confiança em mim própria... A verdade é que choro muito, em casa, quando o vazio no coração se alastra e já não aguenta mais. Choro quando fico nervosa, e a minha voz treme muito a falar de coisas importantes, todo o meu coração bate forte, e isso rebenta o meu choro. Choro quando me magoam, quando me pisam, quando eu fico magoada com coisas que me dizem. Choro à minima saudade, choro a ver filmes porque me envolvo demais. Sempre me envolvi demais em tudo o que me rodeia. Choro porque magoo amigos meus que do nada de apaixonam por mim, sem eu querer, e magoo-os ainda quando eles se apercebem que afinal eu sou só mesmo assim: sorridente, bondosa, sempre disponível. E quem eu deixo que entre no meu coração, mais tarde ou mais cedo me largam porque apenas se fartam de mim. E eu choro novamente, porque não entendo onde erro. Choro quando não consigo fazer alguma coisa, quando não fica perfeito como eu quero. Choro quando preciso de dizer algo e não posso: por respeito ou porque aquilo que preciso de dizer não deve ser dito. Eu mostro o meu sorriso a toda a gente, até posso mostrar muito do que sou de verdade a toda a gente porque sou um bocado transparente. Mas não mostro a quase ninguém aquilo que sinto de verdade, as minhas emoções, frustrações, desilusões, medos, anseios...
Poucos me conhecem de verdade, no entanto eu tento ser sempre verdadeira para todos que se cruzam de alguma coisa no meu caminho.

09/02/2013

06/02/2013

O que importa somos nós

Tu sabes e eu sei. E quem souber mais, que nos sorria. Porque quem não sabe não importa. O que importa somos nós. Eu e tu.

03/02/2013

Os teus olhos azuis.

Conheci-te num só dia. Um dia banal, talvez, um final de tarde de Inverno, cheio de sol, luz. Tu és um rapaz banal, igual aos outros mas o que é certo é que não consegui desligar-me de ti desde esse dia. Tens estado presente em tudo o que faço. Falamos sem nos fartar, horas a fio. E quando te olho, das poucas vezes que te vi, para além de perder a noção do tempo, do espaço e das pessoas que nos rodeiam, perco-me em todo o lado que vejo porque não sei racionalizar. Perco-me, sobretudo, nos teus olhos. Os olhos sempre foram, em mim, os espelhos de todas as almas que me olham. 
Tu dizes, que quando eu te olho, a minha pupila dilata, fica enorme, do tamanho da lua, penso eu, porque os teus olhos me consomem, me iluminam, me lêem toda a minha alma. E eu baixo as armas, as armas que tanto tento que me protejam o coração de quem me quer fazer mal. Mas os teus olhos transbordam bondade, enfeitiçam-me o coração e sussurram baixinho "vem cá." E eu, seguida pela melodia do sussurro que não existe, afasto as armas, levanto-me lentamente, como câmara lenta, sorrio-te com um ar doce e abraço-te, fitando-te olhos nos olhos, porque me perdi neles e tento encontrar-me. Encontrar-te. Encontrar-nos.


02/02/2013

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Seria mais fácil, se ele fosse um estranho, de quem ela pudesse se desligar. Eles são muito diferentes. Génios opostos, eu diria. Mas tem algo em comum: A liberdade. O desapego. O medo da entrega. 
Quem sabe ficando juntos encontram uma solução. Bem que podia, né? Ela sempre pensou assim: “Pra ficar do meu lado tem que ser melhor que minha própria companhia. Eu tenho que admirar.” E ele lhe parece um pedaço daquilo que a vida tem de mais charmoso. Ela estava ficando instigada. Que mais restava àqueles dois senão, pouco a pouco, se aproximarem, se conhecerem, se misturarem? Pois foi o que aconteceu. Ela diria que ele salvou sua vida se não soasse tão dramático. Ele não faz planos ou promessas, só surpresas, lhe ensinou a gostar de surpresas. Ele é diferente. De repente ela percebeu que o amor era o instante em que o coração fica a ponto de explodir.
Tati Bernardi.