Separadores

ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

28/11/2009

Don't let me down



« Don't let me down tonight, show me what you can do. I need you to believe what you feel it's true, so please don't let me down. Don't let me down. »
( fotografias tiradas por mim, sem qualquer tipo de efeitos. directamente do produtor ao consumidor LOL - espero que gostem :D )
[DESABAFO Nº1: Não sei onde andas com a cabeça cada vez que falo contigo, esqueces-te de tudo... Na tua cabeça só deve haver ar! Esqueces-te de mim quando estou a teu lado mas lembras-te sempre quando não estou. Estás a ver o que te digo?: tu não valorizas aquilo que tens.]

26/11/2009

Fotografias

Aqui está uma pequena história que ela queria que eu contasse, sobre um rapaz que ela conhece tão bem.
Eles eram tão diferentes um do outro, mas o que havia dentro de cada um era mais forte. Vamos voltar a um dia bom: ele apaixonou-se. Ela apaixonou-se. Pensava que ele era o único para ela, ninguém mais lhe interessava e reparem como poderia ter sido o amor deles: poderia ter sido 'eu e tu', poderia ter sido 'tu e eu'... mas ele magoou-lhe o seu coração e agora ela estava aqui, agora tudo o que ela tinha eram fotografias. Tudo o que tinha eram fotografias que não eram nada sem ele.
Agora o que a estava a matar por dentro era o facto de ele estar tão perto e não o poder ter. Ela estava a ficar doente e precisava duma cura, precisava dele. Ele era melhor quando ela estava do seu lado e o chão que ela pisava era melhor quando ele estava inserido no mundo dela.
E tudo o que ela tinha eram fotografias, fotografias que não eram nada sem ele. Tudo o que ela tinha eram fotografias que lhe lembravam quando ela o fazia rir. Ela não queria ficar presa no passado, mas ele é muito do que ela tem agora e tudo do que ela tinha antes. Ela só não o queria perder, independentemente de ser amor ou amizade.
Agora ele sabe que já não é o mesmo, sente-o, e ela também o sente em si, também sente que já não é o mesmo, mas ela sabe que não está longe do coração dele.
O coração dela não vai deixar de bater, é forte e não vai parar e ela irá sempre gostar dele, mesmo pensando que acabou.
Talvez tudo o que reste sejam fotografias, mas essas fotografias irão sempre ter sentimento, irão sempre ter significado. Ele irá sempre tê-la, sempre por perto.

16/11/2009

Sorri


« Quando a dor te torturar
e a saudade atormentar
os teus dias tristonhos, vazios
Sorri.

Quando tudo terminar
quando nada mais restar
do teu sonho encantador
Sorri.

Quando o sol perder a luz
e sentires uma cruz
nos teus ombros, doridos
Sorri.

Vai mentindo à tua dor
e ao notar que tu sorris
todo o mundo irá supor
que és feliz! »

Charlie Chaplin

15/11/2009

Um dia


O João, um amigo dos que importam e que se contam pelos dedos das mãos, hoje disse-me: "as pessoas que convivem contigo merecem provar um bocadinho do teu talento.", e eu irei provar a todos que a pequena rapariga de que todos julgam não servir pra nada serve pra muito mais do que pensam! Todos temos talentos, eu tenho os meus e espero um dia mostrá-los a todos. Um dia irei mudar o mundo, um dia irás dar-me o devido valor, um dia não será mais um dia e será O dia.

11/11/2009

Criança

Sou a criança que sonha acordada, que ri por nada e que sê feliz mesmo não tendo motivos. Sou a criança que chora e que por vezes fica magoada. Sou a criança que vês hoje e serei a mulher que verás amanhã. Sou a criança que jamais te quer fazer sofrer, e se já o fiz: desculpa.
Sou a criança com que podes falar seriamente e sou ainda a criança que faz bolas de sabão. Sou a criança mais angustiada quando não te tenho por perto e sou a mais radiante quando tu estás e tens os teus braços em volta dos meus ombros.
Sou a criança que te adora no meio deste mundo, escondida entre os adultos, e que daria todos os seus brinquedos só pra ficar contigo. Sou a criança que sonha acordada, que ri por nada e que sorri aqui e agora.

Cada um é do tamanho do seu sonho e sabes, eu sou uma sonhadora.

05/11/2009

A carruagem

Ia em passo lento, de carapuço na cabeça, acompanhando a música que lhe soava nos ouvidos através do iPod, rumo à estação de comboios.
Na estação ela não queria ver o que estava a acontecer, só lhe apetecia fugir deste planeta! - Ele estava com outra, felizes e muito íntimos, como dois apaixonados.
Os olhares dele e dela cruzaram-se e ele não conseguiu esconder o sentimento que ainda tinha por ela, os seus olhos fintavam os dela, e ao passar, sentiu-lhe o mais doce perfume, o perfume dela.
Ela tentava esconder todas as lágrimas, toda a tristeza, toda a revolta. Sentou-se no último banco da estação, sozinha, esperando o seu comboio.
Alguns olhares entre os dois trocaram-se.
O comboio chegou. Ela entrou na primeira carruagem e ele permanecia intacto, sem se mexer, sem fala, apenas a olhar pra ela. As portas estavam a fechar e ele estava do lado da última carruagem. Não pensou mais, entrou na ultima carruagem com as portas quase a fechar.
Ela chorava, sem olhar lá pra fora. Estava a ter um dia péssimo.
Já sem lágrimas, já sem tristeza, já sem o aperto no peito que tanto a sufocava, já sem a chuva e sem rua molhada, ergueu a cabeça com os cabelos doirados. Ergueu porque tinha de ser, ergueu porque não podia continuar na mesma melancolia. Melhores dias virão, pensou ela. A maré de azar iria passar e apenas dias gloriosos, grandiosos e cheios de sorrisos em seu redor viriam, e preencheriam todo o seu tempo, preencheriam todo o vazio que estava dentro dela.
Por mais que ela quisesse pegar no telefone e ligar pra quem tinha deixado o seu coração em cacos, não conseguia. Sabia que tinha que ser mais forte que tudo, mais forte que todos, e sabia que ia conseguir.
Ela era imparável, destemida, sonhadora.
Ele tinha atravessado todas as carruagens, viu-a no último lugar dessa carruagem e ela reparou na presença dele, ali no comboio, a olhar pra ela. O revisor apareceu e pede-lhe o bilhete, ele não o tinha e teve que sair na estação que o comboio tinha parado naquele instante. Ambos estavam com o coração nas mãos: ele ao ver a rapariga mais linda dos seus olhos a ir embora, naquele comboio, e ela ao ver que ele tinha passado todas as barreiras só pra estar com ela, para escreveram mais páginas da sua história.
Com a partida daquele comboio, para ele era como se ela estivesse a ir embora dos seus sonhos, dos seus pensamentos, do seu coração. Ele não a podia deixar, amava-a demasiado mas não restavam opções. Pegou no telefone, procurou o número dela e ligou-lhe. Ela estava do lado de dentro do comboio e viu-o a ligar pra alguém, esse alguém era ela. Ela atendeu e ele disse, com voz desesperada as palavras mágicas e apaixonadas: "Eu amo-te".
Ela apenas sorriu para o lado de fora da janela, onde estava o rapaz, a sorrir também, junto ao ultimo banco da estação.