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ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

23/06/2013

"Haters II"

On your way to the top, you have to be always the best person you ever know and ever could be, but remember that the people who don't like you are always gonna be like little stupid rocks inside your shoe. 
You don't need to stop the journey. You just need to take off your shoe, take away the stupid annoying rocks and keep walk your way to success. Some people just cant handle your happy and smiley life. 
The only reason people hate you is cause you got something they wanted and they can't.
Haters gonna hate, no matter what you do.

"Haters"

Eu achava que não era verdade, mas será que há sempre alguém que fica com tremenda inveja (?) quando vê que existe outras pessoas felizes à sua volta?! 
Para que fique bem claro, o meu blog não é "sobre o amor", não é sobre nada de concreto, sequer! É uma mistura daquilo que sinto com aquilo que gosto, que no fundo sou eu própria.
Só de pensar o quão ridículo é acharem que não se pode escrever sobre o amor porque é "enfeitá-lo", quando há pessoas que não sabem mesmo o que é amar, ou não sabem exprimi-lo por palavras, acções, o que for. Há pessoas que simplesmente não sabem amar nem gostar de outra. Talvez seja defeito meu então, conseguir exprimir o que sinto por escrito. Pobrezinha que sou, que sei verbalizar sentimentos...

Não pretendo (nem nunca foi muito "eu") agradar seja quem fosse. Quem não gosta do que escrevo, existe a opção "fechar a página" e eu agradeço que o faça, que não são críticas mínimas e odiosas que me vão impedir de escrever ou publicar aqui o que bem me apetecer.

Este blog existe por mim e para mim. 

Haters gonna hate... Such a shame to be so important to some ;)


Gently, fuck your opinion darling

21/06/2013

Escrever...

Para mim, escrever, é uma forma de me encontrar, de pensar, de perceber aquilo que na minha cabeça não bate certo. Se tenho "terapias", "drogas", "prazeres", tudo se resume à escrita. Porque é aqui que me sinto bem. E é aqui a escrever, que de alguma forma, aprendi a conhecer-me a mim própria. Fica um pequeno texto do grande Miguel Esteves Cardoso que resume mesmo tudo aquilo que tentei, durante anos, explicar - a forma como a escrita invade por completo toda a minha alma e ser que sou.

"Escrever é uma maneira de pensar que não se consegue pelo pensamento apenas. Todos os constrangimentos sintácticos e gramaticais da escrita, em vez de nos reprimirem, levam-nos a encontrar frases que não existiam antes de serem escritas, que não podiam existir de outra forma."

Miguel Esteves Cardoso

A Secret of Love

Brad Pitt sobre a sua mulher, Angelina Jolie.


A Secret of Love

«My wife got sick. She was constantly nervous because of problems at work, personal life, her failures and problems with children. She has lost 30 pounds and weighted about 90 pounds in her 35 years. She got very skinny, and was constantly crying. She was not a happy woman. She had suffered from continuing headaches, heart pain and jammed nerves in her backand ribs. She did not sleep well, falling asleep only in the morning and got tired very quickly during the day. Our relationship was on the verge of break up. Her beauty was leaving her somewhere, she had bags under her eyes, she was poking her head, and stopped taking care of herself. She refused to shoot the films and rejected any role. I lost hope and thought that we’ll get divorced soon… But then I decided to act on it. After all I’ve got the most beautiful woman on the earth. She is the ideal of more than half of men and women on earth, and I was the one allowed to fall asleep next to her and to hug her shoulders. I began to pepper her with flowers, kisses and complements. I surprised her and pleased every minute. I gave her lots of gifts and lived just for her. I spoke in public only about her. I incorporated all themes in her direction. I praised her in front of her own and our mutual friends. You won’t believe, but she has blossomed. She became even better than before. She gained weight, was no longer nervous and she loved me even more than ever. I had no clue that she CAN love that much.
And then I realized one thing: “The woman is the reflection of her man”»

Brad Pitt



15/06/2013

És o meu lado melhor

Abres a porta de repente, fechas com força. Oiço os teus passos a procurar-me. Vês-me. Agarras-me pela cintura. Pegas-me ao colo. Levas-me para outra dimensão onde só nós existimos. Onde não há campainhas, telefonemas, e-mails, onde o fogão não dá sinal do jantar já estar pronto e onde o microondas não apita. É uma dimensão tão grande como a do nosso amor. Uma fonte tão inesgotável de pura magia. Sinto-te acariciar os meus cabelos, a beijar o meu pescoço e sentir o meu perfume de flores doces. Sinto um arrepio. Sinto que te arrepio. E a minha pele eriça-se pelas minhas costas acima. Afinal são as tuas mãos que me beijam a pele. Afinal são os teus olhos pousados sobre os meus lábios. E só assim já te sinto como se de um beijo se tratasse. As coisas boas, como o nosso amor, vieram com o tempo. Mas a tua chegada tão repentina fez com que as coisas boas fossem as melhores. 
Porque agora vagueio pelo mundo de mãos dadas contigo. Porque agora o passado não interessa e o futuro somos os dois que construímos. Porque agora somos um: o mesmo copo, o mesmo guardanapo, o mesmo cobertor, a mesma almofada. Agora tudo se torna mais único, mais envolto, como os meus braços envoltos no teu corpo e os teus agarrando o meu, pequeno, frágil, quente. "Amanhã vamos almoçar juntos." é tão diferente de "Amanhã queres almoçar comigo?" - já não existem perguntas. Agora somos imperativo porque não somos um sem o outro.



«As coisas boas vêm com o tempo. As melhores vêm de repente.»
Tu, que vistes tão de repente, tornaste-te naquilo que a minha vida tem de melhor. És o meu lado melhor. E eu sou sempre melhor quando estou contigo.

Hoje estou com os professores e com todos os outros reféns deste Governo

«Estudo no 12º ano, tenho 18 anos. Sou uma entre os 75 mil que têm o seu futuro a ser discutido na praça pública.

Dizem que sou refém! Dizem que me estão a prejudicar a vida! Todos falam do meu futuro, preocupam-se com ele, dizem que interessa, que mo estão a prejudicar…
Ando há 12 anos na escola, na escola pública.
Durante estes 12 anos aprendi. Aprendi a ler e a escrever, aprendi as banalidades e necessidades que alguém que não conheci considerou que me seriam úteis no futuro. Já naquela altura se preocupavam com o meu futuro. Essas directivas eram-me passadas por pessoas, pessoas que escolheram como profissão o ensino, que gostavam do que faziam.

As pessoas que me ensinaram isso foram também aquelas que me ensinaram a importância do que está para além desses domínios e me alertaram para a outra dimensão que uma escola “a sério” deve ter: a dimensão cívica.
Eu não fui ensinada por mágicos ou feiticeiros, fui ensinada por professores! Esses professores ensinaram-me a mim e a milhares de outros alunos a sermos também nós pessoas, seres pensantes e activos, não apenas bonecos recitadores!
Talvez resida ai a minha incapacidade para perceber aqueles que se dizem tão preocupados com o meu futuro. Talvez resida no facto de não perceber como é que alguém pode pôr em causa a legitimidade da resistência de outrem à destruição do futuro e presente de um país inteiro!
Onde mora a preocupação com o futuro dos meus filhos? Dos meus netos? Quem a tem?
Onde morava essa preocupação quando cortaram os horários lectivos para metade e mantiveram os programas?
Onde morava essa preocupação quando criaram os mega-agrupamentos?
Onde morava essa preocupação quando cortaram a acção social ou o passe escolar?
Onde mora essa preocupação quando parte dos alunos que vão a exame não podem sequer pensar em usá-lo para prosseguir estudos pois não têm posses para isso?
Não somos reféns nessa altura? 
E a preocupação com o futuro dos meus professores? Onde morava essa preocupação quando milhares de professores foram conduzidos ao desemprego e o número de alunos por turma foi aumentado?
Todas as atrocidades que têm sido cometidas contra nós, alunos, e contra a qualidade do ensino que nos é leccionado não pode ser esquecida nunca mas especialmente em momentos como este!
Os professores não fazem greve apenas por eles, fazem greve também por nós, alunos, e por uma escola pública que hoje pouco mais conserva do que o nome. Fazem greve pela garantia de um futuro!
De facto, Crato tem razão quando diz que somos reféns, engana-se é na escolha do sequestrador!
E em relação aos reféns: não são só os alunos; são os alunos, os professores, os encarregados de educação, os pais, os avós, os desempregados, os precários, os emigrantes forçados... Os reféns são todos aqueles que, em Portugal, hipotecam presentes e futuros para satisfazer a "porra" de uma entidade que parece não saber que nós não somos números mas sim pessoas!
Se há momentos para ser solidária, este é um deles! Estou convosco *»

escrito por Inês Gonçalves

14/06/2013

O amor não se vê

«Os amantes de hoje preferem a droga mais leve, o tabaco mais light ou o café descafeinado. Já ninguém quer ficar pedrado de amor ou sofrer de uma overdose de paixão. As emoções fortes são fracas e as próprias fraquezas revelam-se mais fortes. Os amantes, esses, são igualmente namorados da monotonia e amigos íntimos da disciplina. O que está fora de controlo causa-lhes confusão, e afecta-lhes uma certa zona do cérebro, mas quase nunca lhes toca o coração. O amor devia ser sonhado e devia fazê-los voar; em vez disso é planeado, e quanto muito, fá-los pensar. Sobre o amor não se tem controlo. É um sentimento que nos domina, que nos sufoca e que nos mata. Depois dá-nos um pouco vida. No amor queremos viver, mas pouco nos importa morrer e estamos sempre dispostos a ir mais além. Deixamo-nos cair em tentação, e não nos livramos do mal, embora procuremos o bem. No amor também se tem fé, mas não se conhecem orações: amamos porque cremos, porque desejamos e porque sabemos que o amor existe. Amamos sem saber se somos amados, e por isso podemos acabar desolados, isolados e deprimidos. Que se lixe! O amor não é justo, não é perfeito; no amor não se declaram sentenças nem se proferem comunicados. O amor prefere ser imprevisível, cheio de riscos e de fogo cruzado. No amor os braços não se cruzam, as palavras não se gastam e os gestos servem para o demonstrar. Amar também é lutar, e enfrentar monstros fabulosos com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de dragão. É uma ilusão, um sonho, um absurdo e uma fantasia. O amor não se entende, não se interpreta, não se discerne nem se traduz. Quem ama acredita, mas não sabe bem porquê, não sabe bem o quê, nem percebe bem como.»

Rogério Gouveia Fernandes


Porque amar é correr riscos, é não ter controlo, é amar só porque sim, é estar perto, é não ver consequências, é arriscar acima de tudo. É o atirar do precepício e esperar que, quem amamos, nos ampare a queda. E irmos de olhos fechados! Porque quem ama é quem sabe. E se sabe, não precisa de ver nada. O amor não se vê... Sente-se. E só quem tem coragem de arriscar é que consegue entender aquilo que eu tenho dito.

12/06/2013

"Estás a chorar?" perguntas-me e eu, fazendo um esforço para que não notasses as lágrimas, digo-te que não. "Mas eu sei que estás. Olha para mim." e eu mantenho-me quieta, não quero que me vejas fraca, não quero que me vejas derrotada, não quero que me vejas feia. Levantas o meu rosto com calma, limpas as malditas e dizes-me que não gostas de me ver assim, triste, que quando choro o teu coração se quebra em mil pedaços. Perguntas-me "Porque é que choras?" e eu choro ainda mais. Eu temo que não entendas que eu choro de saudade, mesmo quando te tenho do meu lado, mesmo do meu lado. 
Abraças-me com força, deitas-me do teu colo fazendo-me festinhas no cabelo, não sei ao certo se para me adormecer ou se para me acalmar. As lágrimas secam e eu digo-te que choro porque tenho medo e porque tenho saudades, porque sei que quando o dia acabar tu vais voltar para a tua casa longe da minha.
Sou sempre tão pequena e tão grande do teu lado. Tão pequena quando me abraças e me agarras porque és enorme ao meu lado e tão grande porque cuido de ti. E sou tão tua. E tu és tão meu. E ambos somos tão um do outro e tão livres, ao mesmo tempo.
Amar é isso de deixar livre o que amamos, não é? - se conseguirmos conquistar o que amamos, elas voltarão ao nosso encontro de livre vontade. Mas o que mais amamos é também aquilo que mais nos pode destruir. O que me destrói a mim é o medo de te perder. O medo consegue ser o inimigo que qualquer relação.
Eu pus toda a minha alma nas tuas mãos, tirei toda a maquilhagem, tirei todos os artifícios, despida de tudo o que não é meu, a ti não te sei mentir. Não, eu não choro porque me magoas, eu choro porque tratas-me tão bem que fico com tanto medo de como será se algum dia fores embora.


If i gave you my heart, what would you do with that?