Separadores

ATENÇÃO

Este blog é pessoal demais. Este blog dá de si e do seu espaço, da sua liberdade, do seu pensamento e, sobretudo, do seu coração.
Acima de tudo: "Eu escrevo como falo, como sonho, como penso."
Por isso SEGUE O QUE SENTES.

31/12/2012

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«É mais ou menos como nos rapazes e nas raparigas. Imaginem um grupo de amigas. Os rapazes, como são fracos, não têm coragem de ir falar com a mais gira do grupo. Então vão começando pela amiga da melhor amiga. E a mais gira fica sempre encalhada. E acaba por achar que é a mais feia.»



li aqui *

Um gole e um beijo

Olho o copo alto, as bolhas do gás a surgir do nada e a subir com rapidez para o topo do líquido. As bolhas não param, estão frenéticas e aí vejo que a tua mão agarra o copo e leva-o levemente à boca. Bebes um gole de imperial, e o teu ar fica a navegar entre o vazio e o sabor da cerveja na tua boca, o fresco a descer-te pelo corpo, por dentro. Enquanto isso, eu perco-me primeiro nos teus lábios, tantas vezes já saboreados por mim, perco-me em todos os lugares onde o nosso beijo fora celebrado, todos os risos que interrompiam cada beijo, porque a vontade de rir era sempre maior que outra vontade qualquer contigo, porque sentia-me tão bem, tão livre, tão inteira, tão feliz, que a felicidade transbordava em todos os sorrisos que esboçava a teu lado. Depois, o meu olhar subiu ao teu, e ficou ali suspenso, naquela esplanada à beira-mar, onde tu olhavas os barcos ao longe, o outro lado da margem, um Cristo-Rei erguido, de braços abertos, pronto a abraçar uma cidade inteira que o olha do outro lado do rio e uma ponte vermelha sobre um rio calmo e cheio de brilhos do sol que se fazia sentir nessa tarde quente de Inverno. 
O meu olhar penetrava nos teus olhos, como tantas outras vezes, talvez vezes infinitas, porque o nós parece sempre não ter fim, o teu olhar sempre meigo, misterioso, meio-terra-meio-água, meio a dizer tudo e sem dizer nada, e eu pensava o que me levava ali desta vez, porque é que tinhas voltado agora, porquê agora, porquê eu, porquê e porque não... E tu, que me olhavas sempre defronte, sempre olhos-nos-olhos, num olhar calmo mas capaz de que roubar toda a alma e ler todos os meus pensamentos, sem respostas, apenas mais risos. Notas o meu olhar penetrado no teu, há minutos, horas, talvez anos. Quebras os meus pensamentos. Dás-me um beijo. Pegas na minha mão, com uma leveza e ternura que só tu consegues e com a outra mão, dás mais um gole na cerveja.



Escrever sobre amor sem saber o que é amar

Eu escrevo sobre o Amor... Talvez até demais. 
Todo este blog é uma dedicatória a todos os amores perdidos e encontrados. A todos os corações machucados, partidos e colados em mil pedacinhos. Uma dedicatória a todo o amor mais fiel que é sempre a amizade, a todo o amor cego que é a paixão e a todo o amor incondicional, que é o que vem da família. Este blog é um elogio a essa força que aprendemos que existe em nós, ao sobressalto no peito, à arritmia no coração, ao sufoco na alma e à secura na garganta. Um puro elogio às lágrimas, à saudade, à distância, ao amor que morre, ao amor que nasce, à ilusão e ao desapego. Este blog é um elogio ao amor verdadeiro, inteiro, ilimitado.

Eu escrevo sobre Amor e talvez nem saiba o que é isso na verdade. Mas então, talvez escreva para encontrar o seu significado.

22/12/2012

Fechada em casa de férias

Este Natal arranjei uma amiga nova, chama-se amigdalite e é uma chata porque não me deixa sair de casa e só me dá sono.
O quão eu detesto ficar fechada em casa, ainda pra mais, DE FÉRIAS!


Obrigada por esta prenda amigdalite fofa ;)

17/12/2012

Pessoas dizem para eu ter cuidado contigo.
Mas toda a gente sabe que eu gosto do perigo.


16/12/2012

Escrever ou não escrever? Heis a questão.

Acabei de ver o filme The Words
e tudo o que me apeteceu fazer, depois de o ter visto, foi escrever aquilo que sempre quis: o meu livro. E o tema que me veio à cabeça foi a nossa história. Aquela história sempre mal contada, aqueles capítulos que parece não chegarem ao fim, mas talvez ainda não haja fim, eu não sei. Nós que sempre fomos nós, que nunca desapegamos o que nos unia, apesar do tempo que não estivemos juntos e esquecidos, nós que não sabemos para onde vamos, nem por onde ir, mas que sabemos muito bem o que cada um é, olhos nos olhos.
Disseram-me hoje que sempre foste a pessoa mais parecida comigo e tu sabes que eu só nos vejo diferenças então, perguntei um subtil e confuso "parecidos onde?" na tentativa de despertar a nossa semelhança que não sou capaz de ver. Respondeu-me a voz, suave e sempre delicada, daquelas vozes que nos conhecem há anos e anos, e mesmo que os anos passem, essas vozes sabem que há corações que não mudam, como o meu, "parecidos em tudo, na liberdade". E tanto eu, como tu, buscamos a liberdade da alma, do corpo, do coração, das coisas, dos sítios, queremos desapegar, mas acabamos sempre apegados a algo que não nos deixa ir tão longe quanto planeámos. "A vossa química nota-se há distância" dizem, e nós os dois, sem vermos coisa nenhuma, porque os nossos olhos nunca viram um no outro o óbvio mas sim o que está por detrás dos olhos meio terra-meio água que são os teus, e os meus camuflados. Há amigos, amantes, paixões, namorados, casados, amigos coloridos, ex-qualquer-coisa. 
Nós somos amigos químicos. Mas somos amigos acima de tudo... Que têm uma química visível em Júpiter.


subtilmente relembrando 2009/2010 [ http://sorrirdiferente.blogspot.pt/2010/02/regras.html ]

09/12/2012

. 35 (*)

(*) Acabei de ler a coisa mais linda de sempre. Afinal, nem todos os estados do Facebook são lixo.


«In French, you don’t really say “I miss you.” You say “tu me manques,” which is closer to “you are missing from me.” I love that. “You are missing from me.” You are a part of me, you are essential to my being. You are like a limb, or an organ, or blood. I cannot function without you.»

What.Inspires.Me

Só vim mandar um kiss e um smile que tomei uma decisão boa.
Como a minha mãe me diz: eu só faço o que quero. E só faço mesmo!

(eu)

(Minha irmã Ana por mim I)

(Minha irmã Ana por mim II)

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 As minhas inspirações da semana:










08/12/2012

Há livros para a vida

Há um livro na minha estante que o vento teima em abrir. E eu tento fechar, mas ao folheá-lo dá-me vontade de o ler novamente. E eu deixo que a prosa entre em mim. Deixo que as palavras se apoderem da minha mente e que através delas, o meu corpo entre num mundo à parte, onde afinal a personagem sou eu e a história somos nós.
Mas todos os livros acabam. E a vida continua.

01/12/2012

Sou tão selectiva


Eu gosto dos que tão nas filas de trás, dos calados por fora mas faladores quando perdem a vergonha. Daqueles que não têm na cara o que são realmente. Eu gosto dos com mistério, daqueles que dão meio luta, meio beijo, daqueles que puxam por mim. Eu gosto daqueles que não são os mais belos nem dos que são atrocidades do planeta, mas que têm o seu próprio jeito. Gosto dos que me deixam sem jeito. Gosto daqueles que são safados q.b. e daqueles que sabem respeitar uma mulher de verdade. Gosto daqueles que são capazes de pagar uma ida ao cinema e ainda não se importarem de partilhar a pipocas. Daqueles que têm lata e que são capazes de cumprimentar os meus pais na rua e perguntar se está tudo bem. Gosto dos que têm atitude, daqueles que são meio loucos e que gostam de adrenalina e aventura. Não gosto dos paradinhos, dos sem sal, coisas issonsas não me enchem a barriga, não me tiram a fome. Não gosto daqueles que têm o coração feito em pedra ou em gelo: o gelo só me agrada na Caipirinha. Gosto daqueles que não são nem muito mais velhos nem muito mais novos, daqueles que têm ar ainda meio jovial sem barba a picar no queixo e no bigode mal semeado. (Apesar de eu achar sexy certos bigodes.) Eu gosto dos descontraídos, daqueles que não seguem as últimas modas, mas gosto daqueles que dão um pouco de atenção ao que vestem. Gosto daqueles que usam perfume, e sempre o mesmo, para que eu memorize o cheiro.
Gosto daqueles que vêem a sua mãe como a mulher mais importante que têm e que lhe dão mimos mesmo connosco por perto.
Gosto daqueles que me tiram do sério, que me fazem rir e chorar, que me fazem sobretudo corar e ficar embaraçada. Gosto dos que me põem a sorrir durante horas, mesmo sem contar piadas. Mas gosto sobretudo de rapazes com piada, rapazes inteligentes, que saibam quando se devem calar e quando devem dar razão. Quando devem agir e quando devem desistir. Gosto de rapazes que sonham, rapazes que se entregam e que não tenham medo da foleirada que é o amor. Gosto de rapazes que tenham a sua opinião e que sejam fieis a eles próprios.
Gosto de rapazes que não desligam de alguém a meio de uma conversa interessante, daqueles que querem tar perto mas dão espaço e liberdade pra eu fazer o que bem entender. Gosto daqueles que me dizem "hoje estás linda", mesmo que já tenham dito tudo só de olhar. Gosto daqueles que não têm medo de se assumir, de assumir o que gostam, de quem gostam. Gosto dos que dão presentes só porque sim, sem data especial. Gosto dos que têm descontrolo na sua loucura mas que conhecem os seus limites. Gosto dos que matam com o riso e me fazem ficar perdida do olhar. Gosto dos que têm mãos e braços suaves.

Não há receitas, mas se alguém for a combinação de isto tudo, então que case comigo. ( Eu sempre disse que não casaria com ninguém! - Mas se alguém assim existir mesmo, eu abro excepção).

Viciada em roupa, não em compras.

Chamem-me fútil  materialista, ou o que quiserem. Mas cada vez mais adiciono blogs de moda e sobre moda e cada vez mais gosto mais de roupa e de combiná-la! Eu acho importante uma pessoa sentir-se bem com as coisas que veste, e eu adoro misturar estilos, ter até o meu próprio estilo que não é bem definido. E eu gosto de roupa, tenho roupas muito velhas que nem consigo deitar fora, altero muitas coisas antigas, corto e coso, rasgo e desfio, aplico tachas e outras coisas e tinjo tecidos e adoro sempre tudo o que faço!
Eu acho que a roupa tem muito de personalidade e visto-me sempre de acordo três regras:

A primeira e sempre a primeira:

 A segunda, a identidade:

A terceira: NÃO QUERO SABER O QUE PENSAS!


PS: Eu sou viciada em roupa. Mas não sou, de todo, viciada em compras.*