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A mostrar mensagens de Abril, 2014

A Catarina dos quase-20

Já vou a caminhar para os 20, ainda sou uma gaiata com voz doce e leve, com sorriso a dominar o rosto e com metro e meio. Desde o meu sétimo ano que calço o 36. E o meu pé não cresceu mais. Na verdade, desde esse tempo que poucas coisas cresceram em mim: cresceu, somente, aquilo que faz de mim uma mulher. E cresceu também a vontade de envergar esse estatuto! Cresceu o gosto pelas roupas, eu que tive uns anos armada em Maria-Rapaz. Nos tempos livres passados em casa da minha avó materna inventava roupas que a minha ela me ensinava a fazer e coser. Desde cedo o gosto pelas roupas se desabrochou e que ainda hoje perdura. Já a minha querida avózinha era Modista de Alta Costura em Lisboa. Ensinou-me na costura tudo o que sei hoje e a ela lhe devo isso! Fazendo uma retrospectiva de mim mesma, cresceu, também, nessa vontade de ser mulher, uma confiança em mim própria depois de ter todo o meu orgulho e coração despedaçado. Foi a primeira vez que não me sentei à tona de mim própria e tomei a …

Tell me, darling: Is he The One?

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Yes mum, he is the one. And now, more than ever, I am really sure of it.

"Porque é que estás tão calada, meu amor?"

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Ás vezes gostava de ser menos eu. É, assim mesmo: menos eu. Gostava de ser menos sensível, gostava de não chorar tanto e por tão pouco, gostava de sentir menos. Ao menos, se sentisse menos as coisas, elas não ficariam tantas vezes entaladas entre o peito e a garganta e não acabaria em lágrimas. Ás vezes gostava de ter sempre a resposta certa, mesmo que essa resposta fosse somente silêncio. Eu calo-me muitas vezes. E eu até sou uma pessoa de falar muito! E é quando me calo que me sinto mais longe de mim mesma. E tu perguntas "Porque é que estás tão calada, meu amor?" e eu respondo "Não sei bem o que dizer." e olhas-me com reticências a pairar sobre a tua cabecinha de menino pensativo que acha que eu penso demais.  Tu conheces-me, sabes que sou uma pessoa que gosta de pessoas e de afectos, que sinto e falo demais, que sinto demais. Tudo demais e com demasiada intensidade. E quando me calo, sentes que o mundo virou do avesso. Deves ter tanto medo do meu silêncio quand…

Take a chance

“If you’re not scared then you’re not taking a chance. If you’re not taking a chance then what the hell are you doing anyway?” — Ted Mosby, “How I Met Your Mother”

amore mio

«Desconfio tanto de gente que grita amor aos quatros ventos, que adora expor o que sente o tempo todo, e nas atitudes deixa a desejar. E não é segredo para ninguém que o segredo é falar menos, pensar baixo, sentir de verdade, porque amor baixinho tende a ser mais sincero e duradouro. Eu adoro gritar às vezes, e já fiz bastante barulho, mas aprendi que a gente encontra paz, amor, e sossego, é no grito de dentro e no silêncio por fora. É na voz susurrante que sinto mais verdade, na sinceridade de quem cala para não gritar nada do que não sente. Se for amor - e se não for: silêncio, amore mio