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26/11/2010

O mundo desabou


O mundo parecia ter desabado em cima do seu pequeno corpo e no final de contas tinha mesmo. Ela tinha que pensar e tomar uma decisão acerca do que haveria de fazer numa mão, enquanto que noutra mão tinha areia como que uma pequena ampulheta. Sim, uma misera e rebuscada ampulheta de areia que teimava em cair cada grão da pequena areia por entre os seus dedos finos, uma ampulheta com a mania que era tempo que insistia em passar o tempo muito mais depressa do que realmente o relógio dizia que tinha passado. E ela sabia que tinha de se apressar, não podia perder mais tempo, pois talvez quando ela se apercebesse das horas e olhasse pro tempo, esse tá tinha passado, a correr, com pressa e medo de chegar atrasado e por isso não podia mesmo deixar passar mais tempo, não depois do tempo todo que
esteve acordada durante a noite sem sono, em que pequenas imagens daquele homem estranho distorciam e remoíam a mente da pequena artista, agora reduzida a uma pequena menina. Seria um bêbado? Seria um louco? Seria alguém sob influência de alucinogénos? Nos dias de hoje já nada a espantava, a idade da pedra afinal começou no século XX, loucos não hão de faltar pelas ruas! Ela não sabia, mas os nervos instaurava-se na mente como quem pensa no almoço à hora do almoço, difícil de desviar a atenção pra onde quer que fosse, qualquer que fosse o tema. (...)
Agora tudo estava melhor, mais sossegado, mais nítido. A sua alma já não corria de um lado pro outro nem estava sentada a um canto, sozinha, perdida nos escombros que o mundo deixou em cima dos seus pequenos ombros.
Agora que ela estava a olhar para os olhos ele, que olhos tão profundos, pedindo com o olhar, sem hesitar, que ele ficasse ali a noite toda, que não deixasse que no e
scuro dos pesadelos ou das memórias a sua pequena mente ficasse sem ele. Ela só queria sonhar de novo com o seu castelo de areia, pairado no meio das nuvens de algodão doce. Ela só queria o seu príncipe ali, só a sua presença e só queria que ele não a largasse, pelo menos esta noite. E ele não largou. Nem nessa noite, nem na da noite seguinte, nem na outra a seguir, nem na outra, nem nunca...
(i really do, D.)

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