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06/10/2011

Ai, água salgada

Não há quem me entenda, nem quem me conheça como somente uma mão cheia de gente.


A alma fechou e, de costas voltadas, eu segui com a música tão alta que nem conseguia ouvir os meus próprios pensamentos. Sabe bem voltar as costas ao mundo, às pessoas, aos carros e às vezes, à vida. Eu segui pela linha do metro, pensando que afinal, em vez de estarmos debaixo do chão, estamos debaixo de nós próprios. Estação terminal. Tinha que sair do buraco mas eu estou tão fundo que não vejo luz ao fundo do túnel. E lá vem o dito, mais que re-dito que "nem tudo é o que parece" e desta vez nada é parecido com nada. Saí do metro, o coração sentiu que uma batida se perdeu e a batida a seguir bateu mais forte do que devia, como um empurrão no coração e o meu, agora tão frágil e tão impotente, caiu no chão, como em câmara lenta, as lágrimas não aguentaram no peito, subiram pela garganta seca, passaram pelo lado de dentro da boca, deixando-a a tremer com os dentes serrados e os olhos a apertarem pra não sair nenhuma lágrima. Mas elas subiram freneticamente até aos meus olhos cor de nada, num ímpeto rápido e certeiro. Ai, água salgada,
Porque corres como um rio?
Se a tua água, doce devia ser.
Não há quem entenda o valor da amizade. Eu entendia e tu também. Mas poucos são aqueles que nos conhecem. Uma mão cheia talvez cheguem.
Como a minha princesa pequenina loira me disse em Checo, "Nikdy přestat být, kdo jste, princezna ♥ ;)", que é como quem diz "Nunca deixes de ser quem és, princesa." Princesa és tu, meus cabelinhos de oiro reluzente. E eu não deixo de ser quem sou.

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