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29/11/2011

nuvens

Após uma longa conversa, olhando as nuvens turvas e ora claras, ora escuras do céu desta manhã, ele disse numa voz muito poética, muito dele, palavras soltas mas muito bonitas, místicas e sentidas, da parte dele, para ele próprio. Eu, que estava a ouvi-lo com toda a atenção que o céu me permitia ter para o mundo que me rodeava, soltei um sorriso, concordando com todas as palavrinhas que aquele ser estava ali divagando. Depois ele diz-me em tom de suspiro:
- "Ai, era tão bom que estivéssemos alguém que nos dissesse isso..."
- Eu sorri mais uma vez, sempre com os olhos postos nas nuvens, e larguei a mente e desprendi as palavras:
- "Nós queremos muito que as pessoas nos digam ou nos façam certas coisas, mas o nosso mal está aí mesmo: em querer, em esperar dos outros aquilo que consideramos ser bom pra nós. É muito mais fácil não esperar nada de ninguém porque assim nunca nos desiludimos, porque assim tudo que nos dizem e tudo o que nos fazem é recebido por inteiro, é mais puro, mais sentido e sabe-nos a um todo, e não a apenas a uma mera parte daquilo que poderíamos receber. É muito mais fácil viver assim, sem esperar nada dos outros e fazer tudo porque nos apetece.".


Que belas nuvens gordas, baixas e brilhantes que o céu tinha hoje, quando o sol decidia aparecer por entre os prédios da fria Escola Arroiana!

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