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13/09/2012

Do nosso amor é agente quem sabe


É verdade, eu ás vezes sinto que não me amas. Sinto que só me queres quando queres, sinto que és só tu nesse mundo teu. E não sou só eu que tenho essa sensação. As minhas amigas dizem-me que nunca viram amor assim, que eu chamo-te cinquenta vezes para vires para o pé de mim e tu, na tua descontracção, arranjas sempre escapatória. Amor em que eu beijo teus lábios e tu nem ousas tirar as mãos dos bolsos, nem seguras o meu rosto, nem o meu corpo, nem a minha alma. Tu não me seguras, porque fazes de mim a mulher mais segura de si própria que alguma vez conheces, uma mulher com atitude e pulso firme, com teimosia e mandona, que tem sempre razão, mesmo quando não tem. Desse tipo de mulher que nem todos gostam, mas que poucos desdenham. Porque uma mulher com atitude é uma mulher a sério. E crês que nessa minha atitude de mulher não há uma menina pequenina que só precisa de amor pra viver, uma menina que gosta de cor-de-rosa, que gosta que lhe digam que a amam, olhos nos olhos, com toda a sinceridade que só um coração com alma apaixonada sabe ter. Eu sou essa menina, de pulso firme e ideias meio-fixas que precisa sempre de mais, e eu preciso sempre mais de tudo o que tu me dás, porque tudo parece sempre pouco. É sempre pouco. Porque eu quero sempre mais. E não é esta sede de ti, é a falta da certeza de que é em mim que pensas em todos os momentos, é na dúvida do que sentes quando ouves o meu nome, quando vês o meu sorriso, quando estou tão perto de ti sem dizer uma palavra, apenas olhando os teus olhos, com o meu olhar mais profundo e mais apaixonado que tenho.
Vou contar-te um segredo, bem lá no fundo, no recanto mais escondido e mais secreto do meu coração eu sei que me amas. Mas agora vem o outro lado, porque há sempre o outro lado de tudo: é que o medo de não ser suficiente pra ti, de deixares de gostar de mim, de alguém ser mais bonito, mais elegante, pele mais morena, olhos mais claros, ser mais paciente, mais ao teu jeito, ser melhor assalta-me o coração todos os dias, e esse medo entope-me os sentidos, as veias, o coração e todos os meus recantos ficam escondidos.
Eu não sei se te amo de mais, ou tu de menos. 
Só te peço carinho quando estamos longe, porque é aí que o meu coração explode e enfraquece, esvazia e entulha. Só te peço que me mostres, um dia, o quanto dizes que gostas de mim. E a partir desse dia, percas o medo de me mostrar esse amor, um pouco todos os dias.



1 comentário:

  1. sei bem do que falas, já passei pelo o mesmo e sei que é sufocante, mas tem paciencia cada um tem a sua maneira de amar, as vezes não é a melhor, mas é amor na mesma :) força

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