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07/10/2013

Elogio da Loucura

«À medida que um homem que afasta da Loucura, vai deixando de viver. (...) Uma mulher será sempre uma mulher, isto é, sempre louca ainda que ponha uma máscara. As mulheres não me poderão levar a mal que lhes atribua a loucura, a mim, que também sou, além de mulher, a própria Loucura. Vendo bem as coisas, é o dom da loucura que lhes permite serem, em muitos aspectos, mais felizes do que os homens. Têm sobre eles, em primeiro lugar, a vantagem da beleza, que põem, com razão, acima de tudo e que lhes serve para tiranizar os próprios tiranos. O homem tem as formas rudes, a pele rugosa, a barba selvagem, que o envelhece, e que, ao mesmo tempo, é sinal de sabedoria; as mulheres, com a face macia, a voz doce, a pele lisa, têm a seu favor os atributos da juventude eterna. Por isso, que procurarão elas na vida, senão agradar aos homens o mais possível? Não será essa a razão para tantos vestidos, pinturas, banhos, penteados, pomadas e perfumes, de toda a arte de pintar ou disfarçar o rosto, os olhos e a pele? E não será a Loucura que melhor lhes entrega os homens? Eles prometem-lhes tudo, e em troca de quê? De prazer. Mas elas só o conseguem graças à Loucura. Isto é evidente, se pensarmos em todas as parvoíces que um homem diz, nas loucuras que pratica, quando procura beneficiar das graças duma mulher.»


PS: "Os humanos são metamorfoses ambulantes."

[excerto e frase de Erasmo de Roterdão, in Elogio da Loucura]

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